Arnica: As principais coisas para saber antes de usar.

Seja bem-vindo ao meu blog, eu sou doutor Oliver, eu sou médico ortopedista e estou abordando sobre alguns remédios naturais e fitoterápicos por aqui.

Levantei informações importantes e surpreendentes sobre o uso da Arnica montana que quase ninguém fala por aí. Inclusive estou colocando a referência dos links de alguns artigos ao final desse texto.

Nesse artigo, eu vou explicar tudo sobre a Arnica: o que ela é, como que ela age no corpo, para que ela serve, se ela realmente ajuda na dor, como saber qual é a planta certa, quais os riscos e como usar com segurança.

Além disso, você vai descobrir como a ciência comprova a eficácia da Arnica e quando ela por ser perigosa e deve ser evitada.

Então, se você está cansado de sofrer com dores musculares, articulares, contusões ou inflamações, fica aqui comigo até o final!

Aliás, se você prefere na forma de vídeo esse texto é adaptado de um vídeo que publiquei no meu canal do YouTube.

Então vamos lá?

O que é a Arnica e como é usada

A Arnica é uma planta perene, originária das montanhas da Europa e América do Norte, que pertencente à família Asteraceae. Essa planta se destaca por suas flores amarelas ou alaranjadas, parecida com as margaridas.

As flores da Arnica são utilizadas na fabricação de medicamentos para tratar diversas condições dolorosas.

A Arnica é amplamente utilizada para aliviar dores musculares e articulares, contusões, dores de cabeça e nos dentes. Além disso, também serve para tratar queimaduras do sol, outros tipos de queimaduras e reduzir inflamações na pele.

A Arnica pode ser aplicada na pele como pomada, creme, gel, loção ou óleo essencial. Em alguns casos, também pode ser ingerida como suplemento oral.

No entanto, é fundamental ter cautela ao usá-la, já que pode causar reações alérgicas e irritações na pele se aplicada em excesso.

Estudos indicam que a ingestão de Arnica pode levar a efeitos colaterais graves; portanto, leia esse artigo até o final, que vou explicar como usá-la com segurança.

A Arnica é rica em compostos bioativos, como lactonas, flavonoides e ácidos fenólicos.

Esses componentes são responsáveis pelos efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e analgésicos da planta, atuando diretamente no alívio da dor e na redução da inflamação.

Quando a Arnica é aplicada, esses compostos ativos agem nas células inflamatórias e enzimas que causam desconforto, trabalhando em conjunto para combater a dor, o inchaço e a inflamação.

Por conta dos seus efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e analgésicos, a Arnica é uma planta medicinal mais usada para dores musculares e nas articulações, batidas, hematomas, distensões e inflamações na pele.

Ela é geralmente encontrada na forma de creme, gel ou pomada para uso tópico, e pode ser usada para aliviar dores e inchaços devido a lesões esportivas, torções e contusões.

A Arnica também é usada para aliviar a dor e reduzir a inflamação associadas a artrite, artrose e outras doenças reumáticas.

Ela também é usada para tratar problemas de pele como acne, eczema e feridas.

Alguns estudos sugerem que ela pode ser eficaz no tratamento de dor de cabeça, dor menstrual e dor pós-cirúrgica.

No entanto, é importante saber que a maioria dos estudos sobre os benefícios da Arnica foram feitos em animais ou em pequenos grupos de pessoas, e mais pesquisas são necessárias para confirmar esses benefícios em humanos.

Além do uso de pomada e gel para aplicação sobre a pele, ela também pode ser usada na forma de comprimidos ou cápsulas, que são tomadas pela boca.

É importante falar que a Arnica por via oral, tem que ser usada com muito cuidado, porque a ingestão em excesso pode causar efeitos colaterais graves e até mesmo matar.

Por isso, já, já vou explicar com calma como que usa e quais os cuidados no uso.

Quais os riscos, efeitos colaterais da Arnica montana e quem não deve usar

No caso do uso tópico, algumas pessoas podem sofrer irritações na pele, como coceira, vermelhidão e erupções cutâneas, devido a reações alérgicas.

Além disso, é importante não aplicar Arnica em feridas abertas, cortes ou mucosas, pois isso pode piorar a condição e aumentar a irritação.

Quanto ao uso oral, a ingestão de Arnica pode causar efeitos colaterais graves, como vômitos, diarreia, aumento da frequência cardíaca, tremores, fraqueza muscular e dificuldade para respirar.

A planta contém compostos tóxicos, como a helenina, que podem ser prejudiciais se ingeridos em grandes quantidades e, em casos extremos, ser fatal.

Algumas pessoas que também devem evitar o uso da Arnica:

  1. Pessoas alérgicas às plantas da família da arnica, como margaridas e crisântemos e claro à própria arnica.
  2. Principalmente no uso oral, mulheres grávidas, amamentando e crianças devem evitar o uso da planta, pois não existem estudos suficientes que comprovem a segurança nesses casos.
  3. Além disso, pessoas com doenças crônicas, como cardíacas, renais ou hepáticas, tem que consultar um médico antes de usar a Arnica, pois ela pode interagir com medicamentos ou piorar a doença.

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Como usar a Arnica montana com segurança

Para uso tópico, a Arnica pode ser encontrada em cremes, pomadas, géis, loções e óleos essenciais.

Os cremes e pomadas de Arnica geralmente têm de 1% a 2% de Arnica e devem ser aplicados na área afetada até três vezes ao dia.

Ao aplicar a Arnica na pele, aplique uma fina camada do produto na área afetada, massageando suavemente a pele para ajudar na absorção.

Evite aplicar sobre feridas abertas ou cortes. Se tiver algum tipo de irritação após a aplicação, lave a pele, interrompa o uso e procure um médico.

É bom lembrar também, de lavar bem as mãos após a aplicação para evitar o contato com os olhos e mucosas.

Nas formas orais, como comprimidos, cápsulas e tinturas, as gotas orais de Arnica geralmente contêm de 5% a 30% de Arnica. Já em comprimidos é indicado 30 a 200mg, por dia de Arnica montana.

Geralmente, os comprimidos ou cápsulas homeopáticas podem ser tomados de 1 a 3 vezes ao dia, colocando-os sob a língua e permitindo que se dissolvam lentamente.

As tinturas geralmente são diluídas em água e tomadas de 1 a 3 vezes ao dia, conforme as instruções do fabricante ou médico.

Não tome além da dose recomendada e siga o período de tratamento indicado.

Agora gente, eu vou colocar um pouco do que tem de evidência científica do uso da Arnica e minha opinião pessoal do assunto.

Eu geralmente prefiro o uso tópico, que acho mais seguro, ou na forma oral indico manipulado ou a pessoa pode comprar na farmácia, que tem o Traumeel. Não confunda com Tramal! São coisas totalmente diferentes!

Eu não aconselho tomar chá de arnica ou preparações caseiras orais, porque como eu disse, ela por ser tóxica se tomar na quantidade errada.

Agora, se quiser usar topicamente alguma preparação caseira, não vejo tanto problema se a pessoa não tiver alergias.

Quando comprar Arnica, é importante procurar produtos fabricados por empresas confiáveis e verificar se a planta usada é Arnica montana, pois existem outras espécies de Arnica que não são tão eficazes ou seguras para uso medicinal.

Também é recomendável verificar se o produto tem boas avaliações e se foi testado para garantir a pureza e qualidade.

Qual o nível de evidência científico dos efeitos da Arnica montana no tratamento da dor?

A eficácia da Arnica no tratamento da dor tem sido investigada em vários estudos científicos, mas os resultados são mistos.

Algumas pesquisas sugerem que a Arnica pode ser eficaz para aliviar a dor e a inflamação, enquanto outras não encontram benefícios tão significativos. A qualidade e o tamanho dos estudos também variam bastante.

Alguns estudos de alta qualidade demonstram benefícios no tratamento de dores musculares, dores nas articulações, hematomas e inchaço, especialmente quando aplicados topicamente na forma de gel ou pomada.

Em geral, a evidência científica em apoio ao uso da Arnica para o tratamento da dor pode ser considerada de nível moderado. No entanto, mais pesquisas de alta qualidade são necessárias para estabelecer a eficácia da Arnica no tratamento da dor de maneira mais conclusiva.

Além disso, é importante notar que a eficácia da Arnica pode variar dependendo da formulação, da concentração dos compostos ativos e das condições de saúde específicas sendo tratadas.

Eu uso a Arnica, porque apesar do nível de evidência científica não ser o mais alto, é moderado e eu vejo muitos pacientes confirmando o alívio da dor. Além disso, quando usada da forma correta costuma ser segura com poucos efeitos colaterais.

Pra pessoas com dor crônica, é complicado ficar passando remédios fortes como anti-inflamatórios, opioides e corticoides por muito tempo, nesses casos, acabo usando mais os fitoterápicos, inclusive tenho uma playlist no meu canal, só sobre eles que vale à pena conferir depois.

Então, o que achou desse conteúdo?

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Lembre-se de sempre consultar um profissional de saúde antes de começar a usar a Arnica, especialmente se você estiver tomando outros medicamentos ou tiver algum problema médico pré-existente.

Um grande abraço e até a próxima!

Referências:

“Efeito da Arnica montana na dor, rigidez e função muscular após exercício intenso: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo” publicado na revista “Journal of Pain” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22111516

“Efeitos da Arnica montana no edema e na dor pós-operatória após cirurgia oral: um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo” publicado na revista “Clinical Oral Investigations” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27369377