Artroscopia de Joelho: Guia de cuidados para o pré-operatório e pós-operatório

Se você quer saber mais sobre a artroscopia de joelho, como esse procedimento pode beneficiá-lo e tirar suas dúvidas, este artigo é para você.

Neste artigo, eu explico tudo o que um paciente precisa saber para se programar no pré-operatório, durante a internação e como é o pós-operatório precoce de uma cirurgia de artroscopia de joelho. Confira!

Os principais exames para o pré-operatório

Se você tem menos de 40 anos e não tem nenhum problema de saúde, em teoria um hemograma completo e um coagulograma já são suficientes para avaliação anestésica pré-cirúrgica. No entanto, se você tem mais de 40 anos, recomenda-se realizar exames de sangue mais abrangentes, que incluem:

  • Hemograma total;
  • Coagulograma;
  • TP e TTPA;
  • Ureia;
  • Creatinina;
  • Sódio;
  • Potássio;
  • Glicemia;
  • Eletrocardiograma com 12 derivações;
  • Raio-X de tórax em 2 incidências. 

Esses exames são fundamentais para avaliação pré-cirúrgica com anestesista. Além disso, é importante lembrar de levar os exames de planejamento cirúrgico, como por exemplo as radiografias, ressonância magnética, radiografias panorâmicas e outros exames que foram julgados necessários.  

Aliás, se o paciente apresenta outros problemas de saúde mais sérios, como problemas no coração, é importante passar por uma avaliação com um clínico geral ou cardiologista para avaliar o risco cirúrgico, que pode indicar outros exames complementares, como por exemplo um ecocardiograma. 

O que é preciso evitar no pré-operatório?

Um fator importante: existe uma lista muito grande de remédios e drogas que é preciso interromper o uso por alguns dias ou semanas antes da cirurgia. 

Por exemplo, alguns remédios para emagrecer, como o Ozempic, anticoagulantes e ginko biloba, medicamentos que aumentam a chance de sangramento e drogas, como a maconha. Por isso, indica-se confirmar com seu médico clínico se o que você está tomando pode aumentar o risco da cirurgia ou anestesia. 

Parar de fumar pelo menos três semanas antes do procedimento também é recomendado para reduzir complicações na pele e melhorar a cicatrização, embora isso nem sempre seja fácil.

Aliás, é fundamental respeitar o jejum de 8 horas para alimentos e bebidas, e não esquecer da importância de uma higiene adequada antes da cirurgia. Mesmo parecendo simples, esses cuidados são essenciais.

Recomendo que os pacientes tomem banho com sabão anti-séptico, de preferência com clorexidina a partir de 3 dias antes da cirurgia, dessa maneira, pode ajudar a prevenir infecção.

No hospital

Ao se internar no hospital, é importante levar roupas limpas e confortáveis, como pijamas fáceis de trocar, além dos remédios de uso contínuo. Manter o controle de doenças como arritmia, pressão alta e problemas de tireoide é importante para reduzir riscos cirúrgicos.

Não esqueça de levar um acompanhante para ajudar no pós-operatório, especialmente nas atividades como ir ao banheiro, tomar banho e se movimentar dentro do quarto. Muitas vezes não tem um enfermeiro a disposição 100% do tempo. 

É importante chegar com antecedência no hospital pois o processo de internação costuma demorar, no dia da artroscopia o paciente vai assinar os termos de consentimento autorizando a realização da cirurgia e anestesia, o médico também precisa marcar a perna que vai ser operada com o paciente ainda acordado. 

Por conta do uso bisturi elétrico nesse tipo de cirurgia, é preciso remover cílios postiços, unhas postiças, aplique de cabelo, brincos e piercings, pelo risco de queimaduras graves. 

Recomenda-se tirar o esmalte das unhas e não ir de maquiagem, mas não aconselha-se remover os pelos da perna poucos dias antes da cirurgia, principalmente com gilete, pois traumatiza a pele e aumenta o risco de infecção, o certo é usar a máquina específica logo antes da cirurgia, no próprio centro cirúrgico. 

É importante avisar em todas as etapas se você tem algum tipo de alergia, pois utiliza-se vários medicamentos diferentes durante a internação, como luva de látex e faz a assepsia da pele às vezes com a solução de iodo, o polvidine. 

É comum que cirurgias comecem com algum atraso devido a diversos fatores, como complicações em procedimentos anteriores, demora na esterilização do material cirúrgico, entre outros imprevistos. Por isso, não se preocupe se a cirurgia não ocorrer exatamente no horário programado; é normal que existam variáveis que causem esse tipo de atraso.

Pré-operatório da artroscopia

No pré-operatório, o paciente geralmente recebe um sedativo para ficar mais calmo. Ao chegar na sala, verificamos se todo o material está em ordem. O paciente pode receber raquianestesia com sedação ou anestesia geral com intubação.

Dependendo da duração e complexidade da cirurgia, pode ser necessário sondar a bexiga do paciente por dois motivos principais. O primeiro deles é para o anestesista checar o nível de hidratação e funcionamento do rim e o segundo ponto é para bexiga não ficar muito cheia durante e depois da cirurgia. 

Depois o paciente será degermado, ou seja, limpo, o garrote é inserido para diminuir o sangramento, a perna é pintada com antisséptico para matar o máximo possível das bactérias, depois são colocados os campos estéreis, preparados todos os materiais, depois disso é feita a cirurgia. 

Esse processo às vezes demora de 30 a 60 minutos. Antes disso, o anestesista já preparou o antibiótico, remédios para dor e outras medicações para náusea, vômito, controle da pressão etc. 

Como é feita a artroscopia?

Iniciamos a cirurgia realizando dois cortes de aproximadamente um centímetro em cada lado do tendão patelar. O primeiro corte é lateral, por onde inserimos a câmera para localizar a articulação. Através desse mesmo portal, introduzimos o soro, que aumenta o volume da articulação.

O segundo portal, situado medialmente, é utilizado para a inserção das pinças, que são os instrumentos geralmente utilizados durante o procedimento. Em seguida, realizamos um inventário articular para avaliar todas as possíveis lesões nas estruturas internas do joelho, como meniscos, ligamentos, cartilagem, entre outras.

Após o tratamento das lesões, é importante mencionar que o procedimento em si envolve uma complexidade considerável e variações que não serão abordadas detalhadamente neste vídeo, uma vez que o foco aqui é oferecer orientações ao paciente.

Dependendo do tipo de cirurgia, pode ser necessário utilizar mais portais de artroscopia. Concluída a parte mais complexa da cirurgia, o soro da articulação é esvaziado, e os portais são suturados.

Em seguida, realiza-se um curativo estéril com enfaixamento simples, que proporciona certo conforto e atua de forma semelhante a uma imobilização leve. Às vezes, opta-se por um curativo mais simples, permitindo que o paciente mova o joelho mais rapidamente e aplique gelo conforme necessário.

Após o paciente despertar e estar estável, o anestesista autoriza a alta para o quarto. No entanto, se houver algum risco cirúrgico, como no caso de pacientes idosos ou com múltiplas comorbidades, pode-se encaminhá-lo para a UTI como medida de precaução.

Outros cuidados

Esse tipo de cirurgia geralmente apresenta um sangramento mínimo, sendo rara a necessidade de transfusão sanguínea. No entanto, sempre procuro evitar o uso de sangue de maneira desnecessária.

Após uma boa recuperação na UTI ou, em casos em que o paciente vai diretamente para o quarto após a artroscopia, geralmente a internação dura apenas um dia. Em alguns casos, é possível que o paciente receba alta no mesmo dia. Não costumo utilizar dreno nesse tipo de cirurgia, pois é um procedimento muito limpo.

Durante a cirurgia, realizamos a lavagem contínua do joelho com soro fisiológico. O uso de antibióticos, na maioria das vezes, é necessário apenas por 24 a 48 horas. O serviço de controle de infecção hospitalar da maioria dos hospitais que orienta, não faça por mais tempo do que isso, pelo risco de aumento da resistência bacteriana.

Quais os possíveis riscos da artroscopia?

A artroscopia de joelho tem um risco baixo de trombose, mas outros fatores do próprio paciente podem aumentar um pouco esse risco, então é preciso avaliar individualmente os fatores de risco da pessoa e ponderar o uso de anticoagulantes depois da cirurgia. 

De uma forma geral é uma cirurgia que não costuma doer muito, mas em alguns casos é preciso forçar e manipular o joelho para conseguir acessar algumas partes do joelho, nesses casos é normal doer, por isso, é preciso tomar os remédios para dor, pessoas que querem ficar aguentando a dor para não tomar remédio atrapalham muito a recuperação. 

A pessoa corre o risco de desenvolver dor crônica, o que pode dificultar a realização adequada da fisioterapia, levando à resistência em andar, sair da cama, entre outras atividades.

Por isso, é importante administrar os medicamentos para dor. Quanto menos dor você sentir no início, melhor será para a sua recuperação.

Como a artroscopia simples não envolve muito tecido delicado para cicatrização, o paciente pode apoiar o pé desde o primeiro dia após a cirurgia.

Quando a pessoa faz uma artroscopia com reconstrução do cruzado anterior o paciente fica de muleta, mas pode dar carga parcial conforme tolerado desde o começo. 

Se foi feita sutura de menisco ou cirurgia de membrana de colágeno ou mosaicoplastia para lesão de cartilagem, geralmente fica de 6 a 8 semanas sem poder dar carga na perna. Caminhando sempre com duas muletas. 

Apesar dessa restrição de carga, é muito importante que logo depois da cirurgia, de preferência logo no dia seguinte, a pessoa saia da cama, treine caminhada com muletas e fique sentada na poltrona. Isso diminui o risco de várias complicações, entre elas:

  • Trombose;
  • Pneumonia;
  • Infecção urinária;
  • Delirium;
  • Atrofia muscular;
  • Formação de feridas na pele por ficar muito tempo acamado.

O que fazer após a cirurgia?

Depois da cirurgia, geralmente o paciente vai caminhar em casa com muletas, então é importante já providenciar para alta e preparar a casa para receber o paciente. Quanto menos tempo permanecer no hospital, melhor.  

Quanto mais o paciente fica no hospital, maior o risco de infecção hospitalar e outros problemas de saúde. As bactérias que têm hospital são muito mais resistentes do que as bactérias que têm em casa.

O curativo e o enfaixamento, que são colocados na hora da cirurgia são estéreis, ou seja, totalmente limpo sem bactéria, então não precisa trocar no dia seguinte, às vezes deixamos 2 a 3 dias fechado. Se ficar muito sujo de sangue, é importante avisar o seu médico e pode trocar o curativo, sendo o mais cuidadoso possível. 

Se o paciente for embora com o curativo, eu peço para voltar no consultório na mesma semana, agora se o curativo foi trocado antes da alta, não tem problema o paciente voltar no consultório 2 semanas depois, o tempo médio para retirar os pontos, às vezes um pouco menos às vezes um pouco mais. 

Como indico para meus pacientes fazerem o curativo? 

O enfaixamento colocado após a cirurgia pode ficar frouxo em poucos dias, e se isso acontecer, não há problema em removê-lo. Se ele molhar durante o banho, também não é motivo de preocupação, pois o curativo aplicado na cirurgia é impermeável, permitindo que você tome banho normalmente.

Caso o curativo não seja impermeável ou esteja muito sujo, você pode trocá-lo. Para isso, limpe a área com clorexidina aquosa ou soro fisiológico e use uma gaze. Em seguida, cubra com gaze e micropore, que você pode encontrar em qualquer farmácia. Para evitar que molhe, cubra tudo com papel filme de PVC, como o de cozinha.

Recomendo tomar um banho com o papel filme envolta do curativo, depois retirar o papel filme e o curativo, lavar com o soro ou clorexidina aquoso e colocar um curativo novo limpo, com gaze e micropore. 

Se estiver sangrando, pode trocar o curativo 2 vezes por dia, e assim que parar o sangramento ou sair qualquer tipo de líquido, pode tomar banho sem o curativo e lavar com água e sabão. 

Outros médicos podem indicar de outra forma, não se trata de certo ou errado, mas de abordagens individuais. Eu, pessoalmente, prefiro adotar uma cautela extra no início, pois sou bastante cuidadoso quando se trata do risco de infecção cirúrgica. A osteomielite, por exemplo, é algo muito sério e merece toda a nossa atenção.

Quando devo começar a fisioterapia?

Não é preciso esperar tirar os pontos para começar a fisioterapia, isso não tem cabimento. Se você acabou de fazer uma artroscopia, você precisa começar a mexer as articulações, para que não fiquem duras.  

Após qualquer cirurgia no corpo, é comum a formação de fibrose, que é uma espécie de cicatriz interna. Essa fibrose tende a se tornar rígida e perder elasticidade ao longo do tempo. Quanto mais tempo se leva para iniciar o movimento da articulação, maior o risco dessa rigidez se agravar. Por isso, é fundamental começar a fisioterapia já na primeira semana após a cirurgia.

No começo, é preciso fazer terapias analgésicas para diminuir a dor e a inflamação, aplicar gelo 3 a 4 vezes por dia, de 15 a 20 minutos e com uma proteção na pele, pois o gelo em excesso queima a superfície e o que está abaixo dela piorando a inflamação. 

No caso das cirurgias ao redor do joelho, precisa fazer um trabalho de mobilização patelar, que funciona como um alongamento da parte da frente do joelho, ajudando a ganhar flexão do joelho, e diminui a dor anterior no joelho. 

Para melhorar a mobilidade do joelho, comece exercitando a patela (osso localizado na frente do joelho), movendo-a suavemente para os lados, para cima e para baixo. Mantenha cada posição por cerca de 20 segundos. Desde o início, é recomendável realizar exercícios de extensão e flexão do joelho conforme a tolerância à dor.

Outras dicas para artroscopia

Além disso, é fundamental fortalecer o quadríceps, o músculo da parte frontal da coxa. Isso pode ser feito com técnicas como a estimulação elétrica ou exercícios que envolvam levantar a perna com o joelho esticado.

Também é importante movimentar o pé, tornozelo e panturrilha, pois a contração dos músculos da panturrilha ajuda a melhorar a circulação, reduzindo o inchaço e o risco de trombose.

Equipamentos como laser, TENS e ultrassom podem ser utilizados para aliviar a dor. Fortalecer outros músculos do corpo e praticar a caminhada com andador também aceleram a recuperação.

Quais as possíveis complicações da artroscopia?

As principais complicações são:

  • Infecções;
  • Trombose;
  • Embolia pulmonar;
  • Hemorragia;
  • Lesão de algum nervo. 

A hemorragia é um sangramento anormal e excessivo. Como mencionei anteriormente, esse tipo de cirurgia geralmente resulta em muito pouco sangramento. Diferente de procedimentos como osteotomias ou implantações de próteses, não é comum que o curativo fique saturado de sangue a ponto de molhar o lençol.

Se o paciente ficar muito descorado, ou seja, pálido, e se sentir fraco com falta de ar, é importante checar pressão, a frequência cardíaca e a sua saturação de oxigênio, checada com um oxímetro simples. 

Nesses casos, é fundamental buscar avaliação médica com urgência, o que pode exigir uma ida ao pronto-socorro para uma avaliação mais detalhada. É normal que o sangue continue a escorrer pelo curativo por alguns dias, assim como a presença de uma secreção clara e transparente.

É especialmente importante para pessoas em uso de anticoagulantes, pois esses medicamentos podem retardar a cicatrização, embora sejam essenciais para prevenir complicações graves, como a trombose.

Se a secreção no curativo for amarela opaca e espessa, semelhante a catarro, pode indicar infecção, especialmente se acompanhada de febre, falta de ar, vermelhidão, calor no local, aumento da dor, inchaço, limitação de movimento e dificuldade na cicatrização.

Caso aconteça, informe seu médico imediatamente, pois pode ser necessária uma cirurgia de limpeza. Apenas tomar antibiótico pode não ser suficiente, especialmente se houver pus.

Se a inflamação estiver restrita à área ao redor dos pontos, pode ser celulite superficial ou uma reação aos pontos. Nesses casos, o uso de antibióticos e a remoção dos pontos, se a cicatrização permitir, podem ser considerados.

O ideal é buscar um médico especialista ao sinal de qualquer anormalidade.

Trombose e a embolia pulmonar

Trombose ocorre quando há a formação de um coágulo sanguíneo dentro de um vaso sanguíneo, geralmente em uma veia. Esse coágulo pode se desprender e se deslocar até o pulmão, onde pode obstruir uma artéria pulmonar. Isso impede a troca adequada de oxigênio no sangue, podendo levar a consequências graves, inclusive à morte, dependendo do tamanho da embolia.

Portanto, se sua panturrilha ficar tensa, inchada, dura, e ao pressionar a pele formar uma marca afundada, é importante informar seu médico e procurar o pronto-socorro para realizar um ultrassom doppler, a fim de avaliar a possibilidade de trombose na perna.

Se, além desses sintomas, você sentir falta de ar, pode se tratar de uma embolia pulmonar, o que exige atenção médica imediata no pronto-socorro, com exames de sangue e de pulmão.

É importante observar também se há perda de sensibilidade e movimento e se acontecer algum trauma, como uma torção, uma batida ou uma queda. 

A perda de sensibilidade logo após da cirurgia às vezes é normal, em alguns casos o anestesista pode fazer um bloqueio de nervo periférico, para deixar o paciente com menos dor no pós-operatório, geralmente nesse bloqueio a pessoa perde a sensibilidade por até alguns dias do joelho para baixo, mas raramente perde o movimento.  

Outros sintomas como confusão mental, náusea e vômito, dor no abdômen, dificuldade de ir ao banheiro deve ser informado ao seu médico, pois a causa pode ser a medicação e quanto antes tratar isso, melhor. 

Quais atividades são recomendadas após a cirurgia?

Como mencionei anteriormente, após a cirurgia, o paciente pode caminhar com muletas no dia seguinte, mas deve evitar apoiar o peso do corpo na maioria dos casos. No entanto, se foi realizada uma artroscopia simples, a pessoa pode colocar o pé no chão conforme a tolerância e parar de usar as muletas assim que alcançar um bom equilíbrio e força na coxa, para evitar quedas.

O tempo de recuperação para conseguir andar sem o uso de andador varia de paciente para paciente, mas geralmente, não ultrapassa de 3 a 4 semanas. Em muitos casos, os pacientes já conseguem deixar as muletas após uma ou duas semanas. Um fator que contribui de forma significativa para essa recuperação é a realização de fisioterapia antes da cirurgia.

O raciocínio para dirigir, subir e descer escada é o mesmo. Não aconselho dirigir com a perna operada se ainda não apresenta uma boa função da perna. 

A preocupação maior, não é pela cirurgia, mas sim pela falta de força e controle muscular, que pode levar há um acidente com o veículo ou queda da escada, são 2 coisas ainda piores do que uma possível queda no chão. É aconselhável voltar as atividades cotidianas depois que estejam conseguindo andar sem precisar de apoio. 

Retorno das atividades

Já o retorno para atividade física deve ser gradativo, conforme a evolução na fisioterapia. Geralmente o paciente começa com exercícios de musculação leve e bicicleta ergométrica, e para voltar a fazer atividade na água indica-se esperar cicatrizar bem a pele e já ter retirado os pontos. 

Para voltar a fazer esportes um pouco mais intensos pode demorar mais alguns meses, pois a pessoa precisa fazer um preparo físico específico para aquele tipo de atividade, como por exemplo no futebol, é preciso realizar um treino de deslocamento lateral, aceleração, desaceleração etc. Caso contrário, pode se machucar quando voltar a treinar. 

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Espero que este artigo tenha ajudado a tirar as principais dúvidas em relação ao processo de recuperação precoce das artroscopias. Para saber mais sobre artroscopia do joelho e outros assuntos ligados a ortopedia, acesse o meu canal no YouTube.

Sou o Dr. Oliver Ulson, médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, professor, mestre e doutorando na Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Realizo também atendimentos em meu consultório particular em São Paulo e por telemedicina.