Betametasona: Para que serve? Quais RISCOS?

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            A betametasona é um tipo de corticoide que tem efeito principal anti-inflamatório, antialérgico e anti-reumático. Os corticoides são hormônios fundamentais para várias funções do nosso organismo, inclusive nosso próprio corpo produz esse tipo de hormônio, o cortisol.

            Os remédios corticóides mais conhecidos no mercado, como o diprospan e betatrinta, são remédios injetáveis compostos por diproprionato e fosfato de betametasona. O uso deles é geralmente intramuscular, pode também ser aplicado dentro da articulação ou em outros tecidos, mas não deve ser aplicado na veia. Existem também pomadas e cremes de betametasona, muito usados na dermatologia.

            A betametasona pode ser indicada para dor aguda, pois tem um potente efeito antiinflamatório, inclusive mais forte que os anti-inflamatórios não esteroidais, como a Nimesulida, o Profenid, o Meloxicam e o Diclofenaco.

            Ela tem poder anti-inflamatório bem parecido ao da Dexametasona, que é o decadron e o dexacitoneuirin, é 8 vezes mais forte do que a prednisona e 30 vezes mais forte que a cortisona. A diferença do decadron e do dexacitoneurin para o diprospan e o betatrinta é que a meia-vida, ou seja, o tempo que esse remédio fica no organismo é MUITO MAIOR.

            Assim, costuma-se usa-lo no Pronto-Socorro ortopédico mais para quadros agudos de torcicolos, lombalgias, inflamação do nervo ciático e outras dores nas costas ou também para inflamação por doenças reumáticas, como na artrite reumatóide e a gota.

            A betametasona também pode ser utilizada para doenças crônicas como quadros alérgicos, doenças autoimunes e outras doenças reumatológicas.

            Tanto o diprospan, quanto o betatrinta tem dois compostos da betametasona, e cada um dura um tempo diferente no organismo. Geralmente esse efeito dura por aproximadamente 2 a 3 semanas e vai diminuindo sua concentração aos poucos.

            Usar um corticóide ou qualquer outro hormônio, por um período prolongado faz com que o nosso organismo pare a sua produção própria, e demora para que o organismo volte a produzir quando nós começamos a eliminar o corticoide.

            Portanto,  para manter a concentração do corticoide betametasona estável no organismo geralmente a pessoa pode tomar a cada 2 a 3 semanas. Mas costuma-se orientar que os pacientes que tomem o mínimo possível, geralmente no máximo a cada 2 a 3 meses, ou intervalos maiores.

            Isso ocorre para que o organismo não perca a capacidade de produzir esses hormônios naturalmente, sem contar os riscos e efeitos colaterais do uso crônico de corticóide.

            A prescrição e o uso indiscriminado, sem acompanhamento, desse medicamento, principalmente no uso contínuo, pode levar a uma série de complicações sérias e graves.

            Além dos efeitos colaterais imediatos como náuseas, vômitos, diarreia, aumento da frequência cardíaca, coceira e alergia, o uso crônico desse remédio pode leva ao aumento da pressão arterial, glaucoma, catarata, atraso na cicatrização, insônia, aumento da glicemia, agravando quadros de diabetes ou pré-diabetes.

            Os corticóides podem tambem aumentar o peso corporal. Isso acontece pela retenção de líquidos, aumento do apetite e acumulo de gordura abdominal. Além disso,  os corticoides podem levar à fraqueza, prejudicam a recuperação e levam ao catabolismo muscular. Alias, o corticoide não dá só perda de musculo, o uso crônico, pode levar à osteoporose, osteopenia e osteonecrose.

            Como eu tinha comentado antes, uso crônico pode levar à dependência, pois o organismo para de produzir o corticoide naturalmente e quando a pessoa para de tomar, ela pode desenvolver uma doença séria pela falta de cortisol no organismo, chamada de doença de Addison.

            O uso crônico de corticoide pode também aumentar espinhas pelo corpo e devemos ter um cuidado para pessoas com doenças nos rins, gastrite ou úlceras no estômago, assim como com outros anti-inflamatórios.

            A betametasona também deve ser evitada ou não utilizada próximo a aplicação de vacinas de vírus vivos, ou quando há  infecções por fungos pelo organismo. E também não deve ser utilizado por grávidas, mulheres amamentando, crianças com menos de 12 anos e pessoas com alergias ao remédio.

            Eu reforço que é uma substância que possui muitas particularidades no seu uso, assim, antes que realize o uso deste medicamento é fundamental que passe em avaliação por um médico, para o diagnóstico adequado do seu problema e a avaliação quanto à necessidade do remédio.

            Se ficou com alguma dúvida, gostaria de fazer alguma sugestão, ou alguma colocação, escreva abaixo nos comentários. Agora se necessita agendar uma consulta, atendo como ortopedista em São Paulo (Itaim Bibi e Higienópolis) e Alphaville (Barueri / Santana de Parnaíba) e por telemedicina.

REFERÊNCIA:

BULA