Dor, cansaço e fraqueza nas pernas: Saiba as principais causas

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1. Dor, cansaço e fraqueza nas pernas: Saiba as principais causas

A dor, o cansaço e a fraqueza nas pernas estão entre as principais queixas que eu recebo no meu consultório. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, muitas vezes esse diagnóstico não é tão simples de se fazer quanto imaginam.

Neste artigo, baseado no meu vídeo no YouTube, vou aprofundar mais sobre as principais causas de dor com ou sem fadiga nas pernas e como é feito o diagnóstico e o tratamento para a condição. Continue lendo!

No meu consultório, tenho notado um número cada vez maior de pacientes com queixa de fraqueza, cansaço e dor nas pernas. Destes, a maioria são mulheres, que inclusive começam a apresentar a queixa bem mais jovens do que os pacientes homens.

Geralmente, os sintomas de dor e cansaço nas pernas começam a surgir na faixa dos 50 até uns 70 anos. Já dos 70 em diante, a fadiga e o cansaço podem piorar até que o paciente comece a ter muita dificuldade de andar direito.

No entanto, ao contrário do que é o senso comum, não são apenas idosos que podem ter dificuldade de andar.

Dores nas articulações ou “dores nas juntas”

Quando eu vou avaliar um paciente meu com dor nas pernas, eu gosto de começar entendendo onde que é a dor. Se ela é localizada em alguns pontos, se dói uma parte de uma das pernas, ou se dói tudo mais ou menos igual, nas duas pernas.

Geralmente, as dores da articulação são um pouco mais localizadas naquela articulação específica e podem irradiar um pouco para cima ou para baixo ou apresentar piora com o movimento.

É possível que a articulação esteja inflamada, inchada ou com derrame articular, condição comum no joelho. Neste vídeo, eu falo mais detalhadamente sobre essa condição.

Como é feito o diagnóstico das dores da articulação?

Caso o paciente apresente dor concentrada mais em uma articulação, é possível solicitar exames de imagem como Raio X, ressonância magnética ou ultrassom, por exemplo.

Já no caso de as dores ocorrerem em várias articulações simultaneamente, é indicado investigar a presença de alguma doença inflamatória, infecciosa ou reumática. Isso porque a origem do problema que causou a dor na articulação pode ser uma condição pelo corpo, que está atacando tudo ao mesmo tempo, como Chikungunya, artrite reumatoide, lúpus e gota.

No caso destas condições, é aconselhável que o paciente seja encaminhado a um reumatologista para uma melhor avaliação clínica e realização de exames de sangue específicos para cada caso.

Dor, cansaço e fraqueza nas pernas em idosos

No caso de pacientes um pouco mais velhos, é comum que tenham mais de uma doença ou problema ao mesmo tempo. Então, é mais difícil de simplificar o diagnóstico a artrose e varizes, como é comum ser feito.

Doenças da circulação e sintomas nas pernas

Você sabe a diferença de uma veia para uma artéria? Ambas são tipos de vasos sanguíneos, mas a artéria leva o sangue do coração para os tecidos do corpo, enquanto as veias trazem de volta o sangue para o coração.

Insuficiência venosa crônica

Nesta condição, o paciente sofre geralmente de insuficiências das válvulas das veias que evitam que o sangue volte adequadamente para o coração. Sendo assim, o sangue fica acumulado nas pernas e, por isso, formam as varizes. Na condição, que pode ser dolorosa, a dor piora quando o paciente fica muito tempo em pé parado;

Insuficiência arterial crônica

Nesta condição, geralmente a artéria fica mais estreita e rígida e o sangue não consegue ir direito para os tecidos, prejudicando a oxigenação deles. Pessoas que fumam há muito tempo costumam ser as mais afetadas. Nesta doença, os pacientes podem apresentar dores fortes quando andam.

Mesmo que tanto a insuficiência venosa crônica quanto a arterial causem dores nas pernas, os sintomas costumam ser diferentes. A dor afeta, na maioria, as duas pernas ao mesmo tempo, o que já diferencia as dores de circulação das dores ortopédicas.

Outras alterações além da dor também podem acometer toda a circunferência da perna, do ponto que o vaso sanguíneo não está funcionando direito para baixo.

No caso da insuficiência arterial crônica, o sangue não chega direito na perna, então ela fica mais fria, com a pele seca e atrofiada e, às vezes, até mais escura. Já a insuficiência venosa crônica pode deixar a perna mais inchada, a um ponto que até afunda e fica marcada quando a gente aperta, chamado de edema. Nos dois casos, a cicatrização é ruim e os pacientes podem ter feridas na pele e dores.

Trombose venosa profunda

A condição ocorre quando há uma formação de um coágulo de sangue dentro do vaso sanguíneo, que é bem mais comum de acontecer nas veias das pernas. O maior problema é que esse coágulo pode soltar e ir para o pulmão, causando embolia pulmonar, doença que é grave e pode levar a morte.

Por que ocorre a trombose?

Em uma situação normal, não é para o sangue coagular dentro dos vasos sanguíneos. Para formar esse trombo, é necessário ocorrer três fatores de risco:

  • Diminuição do fluxo do sangue: É comum em pessoas que ficam muito tempo com as pernas paradas. Por exemplo, uma pessoa que fica muito tempo na cama, por alguma questão de saúde, ou simplesmente uma viagem longa de avião, ônibus ou carro;
  • Tendência de hipercoagulação do sangue: Nesse caso, o sangue coagula mais fácil do que deveria, o que pode acontecer por alguma doença, tipo câncer e Covid-19, ou alguns remédios, como anticoncepcionais e esteroides, por exemplo;
  • Lesão na parede do vaso sanguíneo: Esta lesão pode acontecer em traumas, cirurgias, pessoas com arteriosclerose, por causa de idade ou uso de cigarro, por exemplo.

Quanto mais fatores desses o paciente tiver, maior o risco de ter uma trombose.

as varizes podem ser responsáveis por dor nas pernas

Quais são os sintomas da trombose?

O paciente com trombose apresenta inchaço e tensão na perna, chamado de empastamento de panturrilha. No entanto, em meu consultório, já recebi uma paciente com trombose enorme na femoral e que não apresentava sintomas.

O diagnóstico da trombose pode ser feito através de ultrassom doppler bem realizado. No entanto, isso é uma urgência e precisa de uma investigação maior e um bom tratamento, porque pode virar algo muito mais sério.

Este artigo busca servir como utilidade pública para que as pessoas fiquem espertas com a trombose. A condição não é apenas de gente mais velha ou mulheres, mas também pode atingir homens e jovens.

Portanto, se você deseja conscientizar mais pessoas a respeito da trombose, compartilhe este artigo ou vídeo.

Linfedema

A condição não é a mesma coisa que o lipedema, por mais que seja comum confundirem as condições. O linfedema funciona parecido com a insuficiência venosa crônica, mas, neste caso, o problema está nos vasos linfáticos. Quem já ouviu falar de drenagem linfática, sabe da importância deles.

Em pacientes com linfedema, a linfa não volta direito para o coração, se acumulando nos tecidos das pernas e causando inchaço e desconforto. A condição pode acontecer nas duas pernas ou só em uma, quando tem algum tipo de doença no local, tipo a filariose.

O que é a filarose?

A filariose é uma doença parasitária, mais conhecida como elefantíase, que incha a perna do paciente ao ponto de deformá-la.

Qual a diferença entre o linfedema e o lipedema?

O lipedema é uma doença onde a pessoa tem um acúmulo anormal de gordura pelo corpo, geralmente mais nas pernas e, às vezes, nos braços. Essa gordura costuma ter um processo inflamatório que leva a dor e inchaço, podendo causar também o linfedema, condição que ocorre nos vasos linfáticos.

estágios do lipedema, condição associada ao inchaço, dor e fraqueza nas pernas
Diferentes estágios do Lipedema

Quem sofre com o lipedema?

Majoritariamente, o lipedema acontece quase sempre em mulheres, podendo ser confundido com obesidade. Geralmente, o paciente apresenta um corpo em que o tronco é mais magro e as pernas são maiores.

Os pacientes que sofrem com lipedema podem sentir que a pele e a gordura ficam dolorida, sintomas que podem piorar quando a pessoa tem uma fibromialgia associada, por exemplo.

Infecções bacterianas

Existem dois tipos de infecção bacteriana que ocorrem na pele e na gordura do corpo e que podem dar dor nas pernas: a erisipela e a celulite. Entretanto, esse tipo de celulite não são aqueles buracos que aparecem na coxa, ok?

O que é a erisipela?

A erisipela é uma infecção que ocorre na pele, geralmente nas camadas mais superficiais, na epiderme e parte da derme. Os pacientes acometidos podem sentir a pele quente, vermelha e mais elevada, além disso, a condição tem uma borda bem definida.

O que é a celulite?

A celulite é uma infecção que pode ser mais grave que a erisipela, que pega as camadas mais profundas da pele, a derme e o subcutâneo (que é onde fica a gordura). Geralmente, a condição também deixa a pele mais vermelha e quente, por causa da inflamação, mas não é bem definida e não deixa a superfície da pele inchada, o inchaço é mais profundo e espalhado.

erisipela e celulite infecciosa
À esquerda, erisipela. À direita, celulite infecciosa.

Geralmente, essas celulites acontecem por algum ferimento ou perfuração, que pode ser desde um machucado até uma picada de inseto. Que aliás é bem comum. O tratamento é geralmente feito com antibióticos.

Portanto, caso o paciente apresente sintomas, é importante ir a um pronto socorro passar com um clínico para começar o tratamento o quanto antes. Principalmente, em casos de celulite, que pode espalhar pelo corpo e virar uma coisa muito séria.

Além disso, eu gostaria de convidar você a se inscrever no meu canal no YouTube. Lá, eu abordo diversos assuntos como esses e outras condições que afetam as pernas, assim como sintomas e tratamentos de doenças ortopédicas.

Causas neurológicas de dor nas pernas

Para abordar as causas neurológicas de dores nas pernas, é melhor começar pelo mais comum: os problemas na coluna e ciático. Qualquer tipo de problema na coluna ou fora dela, que comprime algum nervo, pode levar a uma dor irradiada para as pernas.

Hérnia de disco

Ocorre quando o disco intervertebral, que é tipo um coxim que fica entre as vértebras e funciona como um amortecedor, apresenta uma lesão e o núcleo dele vaza, podendo comprimir a raiz de algum nervo da coluna. Em alguns casos, é possível que comprima mais do que isso, podendo diminuir o espaço do canal vertebral e afetar inclusive a medula espinhal ou vários nervos da coluna ao mesmo tempo.

Quais são os sintomas da compressão dos nervos?

A dor do nervo ciático, sem dúvida, é o sintoma mais conhecido de uma compressão de uma das raízes nervosas da coluna. Além disso, o nervo ciático pode ser comprimido na região de trás do quadril por um músculo que chama piriforme.

a compressão dos nervos pode causar dor e fraqueza atrás e na frente da perna

As dores do nervo ciático irradiam por toda a parte de trás da perna, geralmente indo até o pé. Pode ou não também começar da coluna lombar, quando a causa é a hérnia de disco, ou pode começar na região do quadril, quando a causa é pela síndrome do piriforme.

Caso você queira aprender mais detalhadamente sobre o assunto, em meu canal no YouTube tenho vídeos que eu entro mais em detalhes sobre a dor do nervo ciático, a hérnia de disco e como diferenciar de outras causas de dor nas pernas.

Além da dor do nervo ciático, que costuma acontecer em uma perna só, o paciente pode apresentar ainda:

  • Formigamento na perna;
  • Perda de sensibilidade;
  • Fraqueza em uma região mais específica da perna.
local de dor nas pernas decorrente do nervo ciático

E quando o paciente apresenta sintoma em ambas as pernas?

Caso um paciente esteja sentindo dores, perda de força e sensibilidade que afeta as duas pernas, de uma forma mais difusa, ele pode estar diante de um quadro de estenose na coluna.

A estenose na coluna ocorre quando o canal vertebral está com tamanho diminuído, ao ponto que comprime a medula ou todos os nervos daquele ponto para baixo. A condição pode ser resultado de uma artrose na coluna, uma hérnia de disco grande ou um quadro de listese, ou seja, um escorregamento de uma vértebra sobre a outra.

Claro que a compressão também pode ser causada por tumores na coluna e má formações genéticas, mas não é o foco do artigo.

Quais são os sintomas da estenose na coluna?

Pacientes com estenose na coluna podem apresentar:

  • Perda de sensibilidade;
  • Perda de força global nas pernas;
  • Perda de equilíbrio;
  • Cansaço nas pernas ao caminhar;
  • Mudança dos reflexos musculares.

A estenose na coluna é um dos principais diagnósticos diferenciais da insuficiência arterial crônica, já que ambas as doenças causam muita fadiga aos esforços e caminhadas. Portanto, para obter o diagnóstico dessas doenças geralmente o exame mais indicado, além do exame físico, é claro, é a ressonância magnética da coluna.

Caso o resultado seja inconclusivo, pode ser solicitada uma eletroneuromiografia para o diagnóstico. Mas, é rara a necessidade para essas doenças.

Abaixo, é possível ver os exames de um paciente com uma diminuição do canal medular na região lombar. Nas imagens, é possível comparar o tamanho do canal (setas vermelha e amarela) e nos contornos.

canal medular reduzido na região lombar

estenose na coluna e canal medulal reduzido

Dores por problemas neurológicos sem compressão

Geralmente, essas dores são caracterizadas por ter um funcionamento inadequado. Três exemplos dessas condições são a neuropatia periférica, a síndrome das pernas inquietas e a fibromialgia, as mais comuns de dar dor nas pernas.

Neuropatia periférica

Esta é uma doença que afeta os nervos periféricos, ou seja, começa afetando geralmente as extremidades dos braços e das pernas e piora gradualmente, indo mais para a região perto do tronco.

Quais são as causas da neuropatia periférica?

  • Diabetes: A principal causa de neuropatia periférica é o diabetes, condição que causa lesão nos nervos através de vários mecanismos. O diabetes pode causar tanto uma lesão direta no nervo por conta do açúcar muito alto no sangue ou produtos da glicose, quanto por causa de uma lesão microvascular;
  • Álcool e medicamentos: A neuropatia periférica pode acontecer também pelo uso crônico álcool e de alguns remédios, como por exemplo terapia para o HIV e quimioterapia para o tratamento de câncer.
  • Sífilis e a hanseníase;
  • Falta de algumas vitaminas.

Qual são os sintomas da neuropatia periférica?

  • Formigamento;
  • Perda da sensibilidade – Inicialmente atinge a ponta de todos os dedos e depois progride para os pés;
  • Dor nas pernas mais difusa;
  • Lesões e feridas nos pés que não cicatrizam direito.

Caso não tratada, a condição pode levar a artropatia de Charcot, doença que destrói a articulação.

Além disso, devido à falta de cicatrização adequada, o paciente pode apresentar uma infecção, como celulite erisipela e até infecção no osso, mais conhecida como osteomielite. Por isso, em casos de neuropatia periférica, é fundamental acompanhar com um médico e tratar desde o começo.

Fibromialgia

A fibromialgia, ao contrário do próprio nome da doença e do que as pessoas acreditam, não causa inflamação direta nos músculos. Na verdade, na doença acontece uma modificação na percepção das sensações, principalmente da dor.

Por isso, ainda não existe um exame de sangue ou de imagem que detecta a fibromialgia. Sendo assim, o diagnóstico é clínico.

Quais são os sintomas da fibromialgia?

Pacientes com fibromialgia podem sentir dores pelo corpo e fadiga muscular, além disso, dores que seriam leves ficam muito aumentadas.

Caso o paciente tenha artrose, tendinite, lipedema ou outra condição que causa dor nas pernas, a sensação é muito pior.

No meu canal no YouTube, eu falo mais sobre os medicamentos indicados para fibromialgia. Mas, é claro que o tratamento é bem mais complexo que isso, é um tratamento multidisciplinar.

Síndrome das pernas inquietas

Nesta síndrome, o paciente tem uma necessidade irresistível de mexer as pernas que geralmente piora com o repouso e diminui com o movimento. Além disso, a pessoa pode referir sensações esquisitas nas pernas, que vai desde queimação, formigamento e sensação de insetos andando na pele.

Esse movimento excessivo das pernas pode atrapalhar o sono das pessoas e levar à dor e cansaço nas pernas.

O que causa a síndrome das pernas inquietas?

A causa da doença não é completamente conhecida. A suspeita é que ocorra um desequilíbrio de dopamina no cérebro, assim como níveis baixos de ferro no cérebro.

Para o tratamento da síndrome das pernas inquietas podem ser prescritos medicamentos tipo anticonvulsivantes como a pregabalina, agonistas dopaminérgicos e suplementação de ferro.

Aconselha-se evitar ainda o café e o álcool, que costumam piorar os sintomas. Além disso, é importante lembrar que dormir direito, fazer atividades físicas e outras terapias também são importantes.

Outras condições que podem causar sintomas nas pernas

Além das causas neurológicas, existem também doenças neurodegenerativas que podem acarretar sintomas nas pernas do paciente, como a Esclerose Múltipla, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), o Parkinson, o Alzheimer, entre tantas outras.

Dor musculares

As dores musculares podem ser consideradas a principal causa de dor e cansaço nas pernas, pelo menos das que chegam ao meu consultório. De certa forma, isso é positivo, já que é uma condição mais “fácil de curar”.

No entanto, em algumas vezes, o tratamento não é simples. Para todos os tratamentos, é preciso que o paciente se comprometa com o tratamento também, porque as vezes não é somente o remédio ou a cirurgia que ajudará.

As dores musculares são um resultado de quando o músculo fica sobrecarregado, em que há sensação de cansaço e ele pode ficar dolorido. Para quem pratica esportes, a dor é familiar, e normalmente o atleta pode sair com as pernas doendo e tremendo de fraqueza e cansaço.

Mas e para quem não faz atividade física? Ocorre a mesma coisa! Aliás, acontece até com mais frequência, porque imagina que você que não faz nenhuma musculação e está muito acima do peso. Nesse caso, o músculo cansa muito fácil só de andar um pouco ou ficar de pé, já que há um desequilíbrio entre a força muscular e o peso que ele tem que carregar.

O problema vira um agravante após os 30-40 anos de idade, já que o corpo começa a perder músculo aos poucos e a diferença torna-se perceptível somente aos 60 anos, quando desenvolve-se uma sarcopenia.

O que é sarcopenia?

Atualmente, 15% das pessoas acima dos 60 anos têm sarcopenia aqui no Brasil, e acima dos 80, é quase metade das pessoas. O caso é ainda pior entre mulheres, que entram na menopausa e param de produzir hormônios.

Mas então, o que é sarcopenia? “Penia” significa “perda de” e “sarco” significa “carne”.  Então, osteopenia significa “perda de osso” e sarcopenia significa “perda de carne”, músculo.

Atualmente, muitos pacientes conhecem a osteoporose e a osteopenia e realizam tratamento. No entanto, a sarcopenia não é tão conhecida e, consequentemente, o tratamento não é feito já que consideram “normal” pacientes idosos ficarem fracos e não buscam a cura.

Então, é importante ressaltar que a sarcopenia tem tratamento e precisa ser tratada direito, já que é uma das principais causas dos idosos caírem e quebrarem algum osso.

Além disso, o músculo absorve o impacto e protege as articulações, então quando a pessoa tem sarcopenia as dores da artrose são muito piores.

Quais são as dores da sarcopenia?

A perda de músculo pode acarretar alguns sintomas ao paciente acometidos:

  • Dor;
  • Fadiga nas pernas;
  • Piora da dor da artrose;
  • Agravamento de riscos de fratura da osteoporose.

Caso um paciente apresente estes fatores, necessita-se excluir as outras causas citadas anteriormente ou tratá-las.

Para o diagnóstico de sarcopenia, são feitos alguns testes físicos, bioimpedância e o mais preciso, que é o DEXA, um tipo de densitometria de todo o corpo que vê não só a massa óssea, mas também a massa muscular.

Os três pilares de tratamento da sarcopenia são:

  • Fortalecimento muscular com exercícios resistidos, tipo musculação,
  • Alimentação saudável;
  • Ingerir proteína e vitaminas, como a D

Em alguns casos, o paciente pode usar suplementos, tipo creatina e whey protein. Além disso, é preciso uma avaliação individual para a possibilidade de indicar reposição hormonal.

É importante lembrar que a fibromialgia e alguns remédios pioram as dores musculares também, então é preciso investigar direito cada caso individualmente.

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Remédios que podem causar dor e fraqueza nas pernas

Existem uma série de medicamentos que podem ter como efeito colateral dores nas pernas e fraqueza e são bastante usados, como remédios na psiquiatria ou para pressão alta, colesterol e problemas no coração.

  • Medicamentos para colesterol: O medicamento mais conhecido é a estatina, que são os remédios para colesterol tipo sinvastatina e a rosuvastatina. É por isso que os médicos falam para tomar à noite.

Se você toma estatina e tem dor no corpo, vale à pena ver este meu vídeo publicado, que entro em detalhes do porquê ela dá dor e como resolver isso de uma forma simples.

  • Medicamentos para gastrite: Pacientes que tomam remédios para gastrite, tipo omeprazol, também podem apresentar dores. Porque estes medicamentos diminuem a absorção de alguns nutrientes, como a B12 e alguns sais minerais, que podem levar a câimbras e fraqueza muscular, além de piorar a dor neuropática.
  • Medicamentos diuréticos ou para pressão e coração: Pacientes que fazem o uso de diurético, remédio para pressão ou para o coração, como furosemida, amlodipina, diltiazem ou propranolol, também podem apresentar dor e fadiga nas pernas e, no caso da amlodipina e diltiazem, inchaço nas pernas.
  • Medicamentos antipsicóticos e para ansiedade e depressão: Alguns remédios que têm ação no sistema nervoso, como os antipsicóticos e remédios para ansiedade e depressão, como a fluoxetina e sertralina também podem dar dores, rigidez e fadiga muscular.
  • Medicamentos para remédios para artrite e gota: Medicamentos como a colchicina podem dar dor muscular, já remédios para câncer e HIV podem causar neuropatia, igual expliquei antes.

O impacto da alimentação nas dores e fraquezas musculares

Pessoas que não têm uma dieta equilibrada com proteínas, vitaminas e sais minerais também podem apresentar dor e fraqueza muscular.

O magnésio, o cálcio e o potássio são fundamentais para a contração do músculo e o funcionamento dos nervos. Então, caso falte algum deles, a fadiga muscular é um sintoma bem comum.

Além disso, associa-se muito a falta de vitamina D, B1 e B12 à fraqueza muscular e neuropatia periférica, dando dor nas pernas.

Há um tempo, ocorreu um caso em que uma mulher estava sem andar porque estava fazendo uma dieta de shake para emagrecimento há 8 meses e ficou com uma deficiência grave de algumas vitaminas, no caso principalmente a B1.

Então, antes de se envolver em dietas improdutivas, é preciso se informar bem. Caso você queira saber mais sobre como que é feita a suplementação de vitaminas e outros sintomas da falta delas e de sais minerais, acompanhe meu canal no YouTube. Lá, eu publico diversos vídeos em que aprofundo o assunto em detalhes.

Infelizmente, ainda mais doenças que podem deixar os pacientes com as pernas fracas e fadigadas, como algumas doenças autoimunes, como a miastenia gravis, doenças endócrinas etc. No entanto, essas condições são mais raras.


Espero que este artigo tenha ajudado a elucidar mais sobre as condições relacionadas à sintomas nas pernas, como dores, cansaços e fraqueza. Caso você sofra com ela e tenha identificado a possibilidade de uma das condições citadas anteriormente, não hesite em buscar ajuda.

Eu sou o Dr. Oliver Ulson, médico ortopedista especialista no tratamento de dores com ondas de choque. Caso você esteja sofrendo de dor nas pernas por motivos ortopédicos e deseja recuperar sua qualidade de vida, entre em contato e vamos buscar o melhor tratamento para sua condição!