Dor do lado interno do joelho: Principais doenças e fatores de riscos

A dor na lateral interna do joelho é uma condição que pode surgir em atividades cotidianas, como em torções em esportes, treinos em academia, durante corridas ou ao subir e descer escadas. Ela pode estar ou não associada a algum trauma.

Muitas vezes, o paciente não consegue compreender o que está acontecendo no seu corpo, já que a articulação do joelho é uma das mais complexas do nosso corpo.

Neste artigo, baseado em meu artigo do YouTube, eu explico sobre as principais causas de dores na parte medial do joelho (parte de dentro/lateral interna), incluindo as doenças que apresentam esse sintoma e o que leva ao surgimento delas. Continue lendo!

A articulação do joelho é uma região superimportante e detalhada do nosso corpo. Essa região medial é composta por ossos, cartilagem, menisco, ligamentos, bursas, tendões, e outras estruturas, conforme mostra a imagem da anatomia abaixo:

Região medial do joelho

Lesão do ligamento colateral medial

O ligamento colateral medial, colateral tibial ou LCM, é uma estrutura responsável por fornecer estabilidade e garantir a firmeza na parte de dentro do joelho.

Ligamento colateral medial
Ligamento Colateral Medial

O paciente pode apresentar lesão e dor no ligamento colateral medial de duas maneiras. A primeira é por trauma, onde o ligamento estica mais que o suportado, como uma pancada na parte externa do joelho. A segunda é uma torção com o joelho rodando, na maioria das vezes para dentro. Essa lesão é comum de esportes. 

Além disso, o paciente pode apresentar dor no colateral medial quando esse ligamento sofre alguma sobrecarga e atrito. O sintoma é comum na extrusão do menisco e da artrose.  

Na imagem abaixo, é possível identificar o menisco medial para fora no triângulo preto, o ligamento está representado pela linha preta. A inflamação e edema está representado pela linha branca, acompanhando o ligamento para cima e para baixo. 

Inflamação e edema no menisco medial

Geralmente, o paciente com uma lesão mais aguda apresenta dor quando estica o ligamento e pode ter frouxidão quando faz a manobra de valgo, similar as dores do trauma. 

No meu canal no YouTube, eu compartilho diversos vídeos sobre os tipos de dores e quais os melhores tratamentos para os meus pacientes. Caso queira saber mais, clique aqui e assista.

Quais são os sintomas da lesão do LCM e como é tratada?

A lesão do colateral medial ou colateral tibial (LCM) tende a resultar em inchaço maior,

com dores na área afetada, acompanhada de coloração roxa apenas no local do ligamento rompido. Geralmente, não causa derrame em toda a articulação, a menos que já exista uma lesão.

Na maioria das vezes, esse ligamento cicatriza sem cirurgia, podendo ser necessário o uso de imobilização, medicações e fisioterapia para recuperação. 

A segunda causa de dores na parte interna do joelho são as lesões dos meniscos, é possível diferenciar examinando a lesão do ligamento e do menisco medial. 

Lesão dos Meniscos

O que é o menisco medial?

O menisco medial é um disco de fibrocartilagem que fica entre os ossos do fêmur e da tíbia.

Localização do menisco medial
Em verde, localização do menisco medial
Localização do menisco medial
Em verde, localização do menisco medial

O menisco medial é essencial para o joelho, pois absorve o impacto, aumenta a superfície de contato entre esses ossos e diminui o atrito, prevenindo o desgaste da cartilagem. 

Pacientes podem sentir dores no menisco da mesma maneira que no ligamento colateral medial, seja por traumas ou pelo desgaste causado por sobrecarga e pelo tempo. A diferença entre as dores é que a dor no menisco se manifesta ao longo da linha da articulação e pode se agravar com movimentos de rotação, flexão ou extensão do joelho. 

A imagem abaixo representa em que região acontece a dor do menisco (seta amarela) e do colateral medial (seta verde). 

Região em que ocorre a dor do menisco e do colateral medial

Enquanto a lesão do LCM piora quando estica o ligamento, a do menisco piora quando comprime, a dor vem com movimentos contrários. Assim, é mais fácil diferenciar uma lesão da outra. 

Na lesão do ligamento colateral medial, o paciente pode sentir falseio e frouxidão. Quando há uma lesão no menisco, os sintomas podem incluir bloqueio e limitação do movimento, principalmente se a lesão for do tipo alça de balde.

Infelizmente, existem diferentes tipos de lesões de menisco e a indicação de tratamento muda em cada caso e paciente.

Sendo assim, pacientes que sofrem com essas condições e estão buscando tratamento eficaz, agendem uma consulta com um especialista na área.

Condropatias

A cartilagem é um tecido que cobre o osso na região da articulação e auxilia na diminuição do atrito entre os ossos, absorver o impacto e ter uma movimentação sem dores. 

O termo condropatia ou condromalácia significa “doença ou amolecimento da cartilagem”, ou seja, é o termo técnico para as lesões da cartilagem. 

Como em toda a superfície dos ossos onde há articulações, apresenta-se também a cartilagem; assim, o paciente queixa-se de dores em todas as regiões.

Cartilagem do menisco representada em verde
Cartilagem representada em verde

As dores das lesões de cartilagem, na maioria das vezes, não são muito específicas, podendo ser localizadas ou espalhadas. 

Com o passar do tempo e devido à sobrecarga, pode-se observar o desgaste da cartilagem. Lesões por trauma ou associadas a fraturas podem influenciar esse processo. No laudo de exame, isso pode ser identificado como lesão osteocondral.

Quando essa lesão se desloca do osso, assemelha-se a um fragmento solto, provocando bloqueios nas articulações.

Abaixo é possível identificar uma cartilagem normal à esquerda e uma cartilagem gasta à direita. 

Cartilagem normal e cartilagem gasta

Para o diagnóstico de lesão da cartilagem, em meu consultório, eu realizo o exame dos meniscos e ligamentos do paciente e avalio a história clínica dele. Sendo assim, caso o paciente não apresente nenhum sintoma de menisco ou ligamento, pode ser lesão de cartilagem.  

Muitas vezes, os pacientes com lesão na cartilagem não apresentam sintomas no exame físico e as dores só aparecem com esforços. Além disso, é possível haver queixas em relação aos rangidos e crepitações na articulação. 

Como são tratadas as condropatias?

Os tratamentos para as condropatias mudam com frequência, podendo incluir o uso de medicamentos, fisioterapia e fortalecimentos, até infiltrações com ácido hialurônico e cirurgias para reconstrução da cartilagem ou substituição, além de procedimentos para a dor. 

Tendinite e Bursite

Antes de entender qual a relação entre tendinite e bursite com a dor na parte interna do joelho, é preciso primeiro saber o que é região do joelho chamada de “pata de ganso”.

Entendendo a pata de ganso

A pata de ganso é um conjunto de 3 tendões, que juntos apresentam um aspecto parecido com a pata de um ganso.  Essa região é comum apresentar dor na parte interna do joelho. No meu consultório, já recebi pacientes que passaram por outros médicos e receberam o diagnóstico errado por falta de avaliação adequada.

Pata de ganso no joelho
Em amarelo, a região chamada de “pata de ganso”

Esse conjunto de tendões são dos músculos sartório, semitendíneo e grácil. O semitendíneo e o grácil são utilizados para reconstruir o LCA, ligamento cruzado anterior. 

Na região, localiza-se uma bursa, uma pequena bolsa fina, com um pouco de líquido para diminuir o atrito desses tendões. Se uma tendinite já estiver presente nessa região, pode-se inflamar também.  

Bursa do joelho em verde
Bursa em verde

A tendinite e a bursite geralmente surgem por encurtamento ou fraqueza dos músculos sartório, semitendíneo e grácil. Além de movimentos errados ou sobrecargas do dia a dia e atividades físicas. 

Se a dor surgir na parte interna do joelho, logo abaixo da articulação, e aumentar ao esticar a perna ou ao inclinar o quadril para frente ou para os lados, como ocorre durante exercícios de alongamento das pernas e costas, é provável que se trate de tendinopatia ou bursite.

Quais são os tratamentos para a bursite e tendinite?

O tratamento da tendinopatia e tendinite não costuma ser através de cirurgia, sendo necessário fisioterapia para corrigir as disfunções musculares. Deve-se usar também medicações para a dor, conforme prescrição médica.

Em alguns casos, recomenda-se associar também procedimentos complementares para ajudar na recuperação, um deles é o tratamento com ondas de choque.  

A onda de choque é um tipo de onda mecânica acústica de alta energia que apresenta uma variação de pressão muito elevada e tem duração de apenas uma fração de segundo. Esse procedimento atua modulando a inflamação crônica, revertendo o processo inflamatório que está causando a degeneração e enfraquecimento do tecido, além de estimular as células responsáveis pela cura.

Se você quiser entender mais sobre ondas de choque, acesse o meu canal no YouTube. Lá, eu publico vídeos explicando detalhadamente sobre o tratamento e até mostro como é feita a aplicação.

Tendinite dos adutores, do semimembranoso e do gastrocnêmio

A tendinite dos adutores, do semimembranoso e do gastrocnêmio medial, apresenta-se com menor frequência, mas ainda assim podem ser identificadas na região do joelho. 

A principal distinção entre a tendinite dos adutores e outras formas de tendinite reside no fato de que, habitualmente, ela se manifesta com dores na região superior do fêmur, próximo ao osso denominado tubérculo dos adutores. Além disso, a dor tende a intensificar-se com esforços para fechar as pernas ou durante alongamentos que envolvam abrir as pernas lateralmente.

Dor na região superior do fêmur

A região não tem bursa, mas é possível inflamar um nervo próximo, causando uma neurite, com dores que irradia na parte interna da coxa e perna. 

Já na tendinite do gastrocnêmio medial e do semimembranoso, a dor é mais próxima, perto de onde surge o cisto de Baker. Para essas condições, o tratamento é semelhante a tendinopatia da pata de ganso, sem intervenção cirúrgica.

gastrocnêmio medial e em verde o semimembranoso
Nas imagens, a seta amarela representa o gastrocnêmio medial e em verde o semimembranoso.

Plica Sinovial Medial

A plica é uma membrana fina dentro da articulação do joelho, que pode existir em algumas pessoas. Como é localizada na parte anterior e medial do joelho, a dor pode aparecer tanto na parte anterior do joelho, quanto na parte de dentro.

Os sintomas manifestam-se na parte anterior do joelho, porém é possível identificá-los em duas regiões específicas: na parte frontal e na parte medial do joelho.

Os sintomas se apresentam em sua maioria na região representada em verde abaixo: 

Ressonância de Plica Sinoval Medial
Ressonância de Plica Sinoval Medial

Mesmo presente desde o nascimento, a dor causada pela membrana pode surgir com o tempo, por conta do atrito causado pela sobrecarga, esforço repetitivo e pelo espessamento dela. 

Como é o tratamento para a plica sinoval medial?

Caso não haja dor, a remoção da plica não é necessária. No entanto, se ela provoca dor e não há melhora com o tratamento clínico, que inclui fisioterapia e medicação, a alternativa recomendada é a intervenção cirúrgica. Este procedimento, realizado por artroscopia, é simples, possibilita uma recuperação rápida, apresenta um baixo índice de complicações e um alto índice de eficácia.

A cirurgia nesses casos é favorável em termos de relação risco-benefício, com resultados positivos frequentes em artroscopias. Embora recomendada, trata-se de um procedimento com um custo elevado. Portanto, é preciso levar em consideração a realidade de cada paciente.

Fratura por insuficiência do osso subcondral e a osteocondrite dissecante

Algumas pessoas se perguntam se o osso também pode ser uma fonte de dor. De fato, existem lesões ósseas que podem provocar dor na parte interna do joelho.

Como as lesões ósseas aparecem? 

Na maioria dos casos, as lesões ósseas aparecem quando existe uma sobrecarga na parte de dentro do joelho e essa sobrecarga é maior que a resistência do osso, levando a uma fratura. 

Conhecida como fratura por insuficiência, essa condição se assemelha a um amassado no osso, mas pode provocar dores tão intensas quanto as de uma fratura grave, típicas de acidentes retratadas em filmes.

Essa fratura ocorre tipicamente no osso abaixo da cartilagem, por isso é denominada subcondral, que significa “abaixo da cartilagem”.

Lesão óssea subcondral, "abaixo da cartilagem"

Normalmente, esta fratura causa uma dor aguda e intensa no início, podendo começar de forma leve antes de uma fratura óssea. A dor aumenta ao pisar no chão e se torna mais intensa ao caminhar.

Esta condição pode ocorrer em atletas que praticam esportes com alta intensidade e impacto, porém, mais frequente em mulheres na faixa dos 50 a 60 anos, acima do peso e com um pouco de artrose e osteopenia ou osteoporose. 

Pacientes submetidos a cirurgias de remoção do menisco apresentam um risco elevado de desenvolver fraturas subcondrais. Isso ocorre porque o menisco desempenha a função de amortecedor, diminuindo o atrito, ampliando a área de contato e absorvendo os impactos direcionados à cartilagem e ao osso subjacente.

O alinhamento das pernas também interfere no risco de desenvolver uma fratura subcondral. Quando a condição apresenta-se na região medial, é comum acometer pacientes com perna arqueada para fora, chamada de “perna de cowboy” ou em “alicate”. Nessas situações, a região mais sobrecarregada é a parte de dentro do joelho. 

Como realiza-se diagnóstico e tratamento para a insuficiência do osso subcondral?

As manobras não mudam no exame físico, exceto em caso de sensibilidade na região machucada do osso, que pode ser confundida com lesão de menisco ou as tendinites. 

Recomenda-se primariamente para insuficiência do osso subcondral tirar a carga do joelho afetado. Para isso, usa-se muletas ou bengalas e evita-se caminhadas e outros esforços com impacto. 

Em geral, o próprio organismo tende a se recuperar, embora esse processo possa levar semanas. Existem tratamentos disponíveis para acelerar a recuperação, já a necessidade de cirurgia nos estágios iniciais é rara.

Osteocondrite dissecante

A osteocondrite dissecante é um pouco diferente, pois nesse caso acontece uma fratura bem delimitada que pode descolar do restante do osso, ficando solta pela articulação formando um corpo livre, em alguns casos, travando o joelho.

osteocondrites dissecantes

As osteocondrites dissecantes costumam apresentar-se geralmente em homens adultos ou crianças. Neste último, indica-se o tratamento sem cirurgia, no entanto, o resultado deste tratamento é frequentemente não satisfatório em adultos.

Osteonecrose 

A osteonecrose acontece quando apresenta problema na circulação do osso levando a um infarto e morte dele. 

osteonecrose no joelho

A osteonecrose é primária quando não explica-se a causa, ou secundária, quando a causa é definida, como pelo uso excessivo de álcool, corticoides, outros remédios e outras condições. 

A dor da osteonecrose pode se manifestar no repouso, piorando à noite e se agravando ao pisar no chão, dependendo da região em que o osso está doente. 

Como é o tratamento para a osteonecrose?

Além do repouso, assim como na fratura por insuficiência do osso subcondral, e na osteocondrite, é necessário remover a carga da perna com muletas e tratar o que levou à necrose.

Sobretudo, para estimular a regeneração do osso, indica-se o tratamento de ondas de choque, já que estimula a revascularização do osso e aumenta a resistência. 

A dor da osteonecrose se apresenta em vários lugares do osso, o diagnóstico depende da história do paciente e do exame de imagem, assim como na fratura subcondral. 

É possível perceber as alterações em um raio X, mas a percepção pode ser difícil. Para um diagnóstico rápido, a ressonância é o exame ideal. 

Artrose

A artrose é uma das principais causas de dor no joelho, principalmente em pacientes com mais de 50 anos. As dores se apresentam em qualquer um dos lados do joelho, ou até no joelho completo. 

Comumente, pacientes com artrose apresentam dores mais intensas no início do movimento, que tendem a diminuir à medida que continuam caminhando. No entanto, essa experiência pode variar se houver predominância de sintomas mecânicos, decorrentes do atrito entre os ossos, ou de sintomas inflamatórios, associados ao desgaste articular.

A dor da artrose vai piorando progressivamente ao longo dos anos e o paciente pode apresentar melhora, mas em outros casos os sintomas podem piorar. 

Além da história e idade do paciente, é difícil diferenciar a artrose das outras doenças citadas anteriormente, já que a artrose ou osteoartrite é o desgaste da articulação. Nesse desgaste, inclui-se a própria cartilagem, os meniscos, os ligamentos, o osso abaixo, os tendões, tecido sinovial e bursas, que também podem inflamar juntamente. 

Como define-se diagnóstico e tratamento da artrose?

É importante ressaltar que o exame físico é fundamental para identificar o melhor tratamento para cada caso de artrose. Isso porque aconselha-se generalizar o tratamento da condição para todo paciente, já que cada um pode apresentar dores com características diferentes.

Realiza-se o diagnóstico da artrose através de um raio X simples com carga, que mostra o desgaste da articulação. Sendo assim, não é preciso realizar uma ressonância para o diagnóstico.  

Na imagem abaixo, é possível perceber a diferença do espaço articular no joelho normal e o joelho com artrose. 

artrose no joelho

Como já foi dito, a ressonância e outros exames de imagem ajudam a complementar o diagnóstico e tratamento. Principalmente para observar qual parte do joelho apresenta mais sintomas e avaliar se o paciente pode apresentar uma osteonecrose ou uma fratura do osso subcondral. 

Indica-se o tratamento para a artrose de acordo com as particularidades do paciente. É importante saber que não é só anti-inflamatório, fisioterapia e prótese que existe, no meu canal do YouTube, eu explico mais sobre esses tratamentos para a artrose.

Quais os outros fatores que contribuem para dor no joelho?

Outros fatores que podem contribuir para a dor na parte interna do joelho incluem condições alheias ao próprio joelho, principalmente relacionadas ao quadril e, em casos mais raros, à coluna.

A dor no joelho relacionada à coluna ocorre geralmente quando o paciente possui uma hérnia de disco que comprime a raiz nervosa L3 da região lombar da coluna vertebral.

No caso do quadril, a dor no joelho geralmente decorre da irritação ou inflamação do nervo obturatório, localizado próximo a essa região. Esse tipo de dor é mais comum em crianças e costuma indicar a presença de algum problema no quadril.

A dor na parte interna do joelho é frequente em pacientes adultos diagnosticados com artrose, mas é rara em casos de impacto femoroacetabular.

Portanto, é essencial diferenciar entre a dor que se origina diretamente no joelho, a dor referida que, apesar de sentida no joelho, tem sua origem em outra articulação, e as dores causadas por problemas vasculares, tais como varizes e flebites.

Outras causas de dores no joelho são as fraturas por traumas de maior energia, infecções tipo a osteomielite e a pioartrite, tumores e doenças reumáticas. 

Essas lesões são raras e geralmente se apresentam com dores difusas pela articulação. Em alguns casos, os pacientes apresentam fatores indicativos, como antecedente de câncer em outra região, outros sintomas sistêmicos, como fraqueza, mal-estar, febre, e dor em outras articulações. 

Quais os exames necessários para avalição do joelho?

Primeiramente, a história do paciente e exame físico. O raio X auxilia na percepção dos ossos de uma forma simples e permite o diagnóstico da artrose, por exemplo. 

Se o paciente apresenta uma lesão em outras estruturas, mas são superficiais, um ultrassom pode ajudar, como nos casos de lesão do ligamento colateral, tendinites e bursites. 

Se o problema é dentro da articulação, como menisco, cartilagem, plica sinovial, ligamento cruzado ou é uma lesão no osso, não afetando sua estrutura, o exame mais indicado é a ressonância. 

A ressonância é ideal para visualizar as estruturas superficiais, por isso é um dos exames mais completos, dessa forma seu custo se torna mais alto. Vale ressaltar que ela e a tomografia são exames bem diferentes. 

A radiografias panorâmicas e escanometria dos membros inferiores auxiliam na avaliação do alinhamento das pernas em pacientes que apresentem arqueamento e diferença no comprimento, como se uma perna for mais curta que a outra. 

Radiografia dos membros inferiores

Raramente indica-se exames de sangue, apenas se houver alguma suspeita de doença sistêmica pelo organismo, como reumatismo ou infecções. 


Dessa forma, o diagnóstico correto é o primeiro passo para chegar ao melhor resultado no seu tratamento. Este artigo é o primeiro passo para resolver de vez o seu problema. 

Caso você sofra com dores causadas por algumas das condições citadas aqui, agende uma consulta comigo para que possamos avaliar os sintomas e oferecer o tratamento mais indicado para sua condição.