Ginkgo Biloba: para que serve e quais os perigos?

Olá, tudo bem?

Eu sou o Doutor Oliver, sou médico e agora estou abordando sobre alguns remédios naturais aqui no meu blog.

Nesse artigo, eu vou explicar tudo sobre o ginkgo biloba: o que ele é, para que ele serve, se ele realmente ajuda a emagrecer, se é bom para a memória, quais remédios não devem ser usados junto com o ginkgo biloba e porque muitos médicos têm tanta preocupação com o uso dele.

Assim como meus outros artigos de remédios naturais, eu peguei o que se indica na crença popular e complementei do que tem de pesquisa pela ciência. Aliás, eu achei alguns artigos bem interessantes, e estou colocando a referência dos links ao final do artigo.

Se você prefere conteúdo na forma de vídeo, saiba que este é um texto adaptado de um vídeo publicado no meu canal do YouTube:

O que é ginkgo biloba e para que é usado

O ginkgo biloba é uma planta medicinal originária da China, Japão e Coréia. É considerada um “fóssil vivo”, pois acredita-se que a espécie existe há mais de 200 milhões de anos. Ela está aqui desde a época dos dinossauros.

Essas plantas podem viver até mil anos, e tem relatos do uso medicinal delas desde antes da dinastia Ming na China. Desde aquela época, é usada como estimulante e para melhora da atenção.

Tradicionalmente é usado para tratar uma variedade de condições, incluindo problemas de saúde mental, problemas de circulação, dores de cabeça e distúrbios sexuais.

A folha de ginkgo contém dois principais grupos de substâncias: os flavonoides e os diterpenos.

Os flavonoides são representados por vinte compostos. Para quem não sabe, os flavonoides são aquelas substâncias benéficas que tem no vinho e na própolis, que tem função antioxidante. Já os diterpenos tem ação diminuindo agregação plaquetária diminuindo a formação de trombos nos vasos sanguíneos.

Por isso, a ação mais bem comprovada do ginkgo é no sangue e sistema circulatório. Alguns estudos sugerem que ela pode prevenir a formação de coágulos e a trombose venosa profunda e diminuir os sintomas da doença de Reynaud.

Além disso, o extrato das folhas de ginkgo é indicado para transtornos cognitivos como demência e insuficiência vascular cerebral, perda de memória recente, cefaleia, vertigens e zumbidos (tinidos), além de instabilidade emocional com ansiedade.

Segundo os artigos que levantei, o ginkgo foi estudado como opção de tratamento nas demências do tipo Alzheimer e AVC. Os resultados mostraram que o extrato padronizado de ginkgo teve um efeito positivo na função cognitiva em pacientes com doença Alzheimer.

Esses resultados foram comparáveis aos do donepezil, que é outro remédio usada no Alzheimer. Além disso, em outro estudo foi encontrado uma melhora da sociabilidade, da depressão, da distração e do esquecimento nesses pacientes.

Esses são os principais usos do ginkgo, mas também costuma ser indicado para disfunção sexual, dor de cabeça e perda de peso, mas o nível de evidência científico ainda é menor. Sendo mais comentado, pela experiência individual das pessoas que usaram.

Em geral, os efeitos do ginkgo biloba podem ser sentidos após algumas semanas de uso regular. Algumas pessoas relatam melhora de concentração, memória e fluxo sanguíneo.

Porém, é importante lembrar que os efeitos podem variar de pessoa para pessoa e algumas, podem não sentir nada.

O ginkgo tem efeito no ganho ou perda de peso?

Infelizmente, o Ginkgo biloba não serve para perder ou ganhar peso, ele não tem efeito emagrecedor, então se for gastar dinheiro para esse fim, melhor procurar outra coisa.

Aliás, talvez ajudando na concentração, possa melhorar o rendimento em atividades físicas, assim como o café. Mas se não sair do sofá, ele não vai fazer efeito nenhum. Ok?

Qual risco do ginkgo para a saúde e quem não deve tomar?

Agora vamos falar sobre os perigos e cuidados no uso do ginkgo biloba e como usar de forma segura, mas antes, se você está gosta desse tipo de conteúdo, gostaria de convidar para se inscrever no meu canal do YouTube, que aqui tem sempre conteúdo novo como esse.

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Os efeitos colaterais mais comuns do ginkgo biloba incluem dor de cabeça, tontura, náusea, diarreia, problemas estomacais e alergias.

O uso prolongado de ginkgo biloba funciona como antiagregante plaquetário e, portanto, pode aumentar o risco de hemorragia, principalmente em pessoas que tomam medicamentos anticoagulantes ou que têm doenças de coagulação.

Além disso, o ginkgo biloba pode interagir com outros medicamentos. Mas em geral, é considerado seguro quando usado por curtos períodos e em doses recomendadas.

Além disso, é recomendado evitar o uso antes de procedimentos cirúrgicos e histórico de doenças hemorrágicas como úlcera de estômago e duodenal, pois pode causar sangramento.

Além disso, estudos mostram que ela pode aumentar o risco de hemorragia cerebral.

Parece exagero, mas sangra muito mesmo, o ideal é que a pessoa pare com o uso dias antes da cirurgia! Se for uma cirurgia maior, como as que a gente faz na ortopedia, pode preocupar e assustar bastante.

Antes de explicar como que usa, eu vou reforçar as pessoas que não devem tomar.

De acordo com a literatura médica, o uso de ginkgo biloba é contraindicado em casos de:

  • Gravidez e amamentação;
  • Histórico de tendência de sangramento, como úlcera péptica, doença de Von Willebrand, hemofilia, entre outros;
  • Histórico de AVC
  • Uso de anticoagulantes, como varfarina, heparina e outros;
  • Hipersensibilidade conhecida ao ginkgo biloba;
  • Pacientes submetidos a cirurgias recentes;
  • Pacientes com diabetes;
  • Pessoas com problemas de pressão, tanto pelo risco da doença, quanto pela interação com remédios como a nifedipina;
  • Outra coisa importante, também tem interação com anti-inflamatórios, aumentando muito o risco de hemorragias!

Repara que tem muita coisa comum nessa lista.

Como é indicado o uso do ginkgo?

O extrato de ginkgo biloba é geralmente vendido como suplemento em cápsulas ou comprimidos e pode ser encontrado em vários produtos de saúde natural, como chás e loções para a pele.

A dosagem recomendada de ginkgo biloba varia de acordo com o problema de saúde que está sendo tratado e a forma do suplemento. Em geral, as doses recomendadas variam de 40 a 240 mg por dia, divididas em duas ou três doses.

Outra sugestão, é seguir as instruções de dosagem na embalagem do suplemento e não ultrapassar a dose recomendada.

É importante lembrar que o uso prolongado de ginkgo biloba pode causar efeitos colaterais e que a segurança a longo prazo não é conhecida.

Espero que tenha ajudado a você a entender mais sobre os cuidados e usos do ginkgo biloba e se gostou desse conteúdo, convido mais uma vez a se inscrever no meu canal e ver outros vídeos no assunto.EsperoEsperoParte superior do formulário

Um grande abraço e até o próximo, Tchau tchau!

Referências:

https://www.unifesp.br/reitoria/dci/component/k2/item/2233-ginkgo-biloba-auxilia-a-cognicao-confirma-pesquisa#:~:text=A%20palavra%20%E2%80%9CGinkgo%E2%80%9D%20tem%20origem,de%20muita%20especula%C3%A7%C3%A3o%20e%20pesquisa

https://www.scielo.br/j/rpc/a/6YfLPGpznwFFHDhLwTtG9tN/?lang=pt

https://www.scielo.br/j/rbgg/a/JKThtGdD84L3g7N9TDFycJn/?lang=pt&format=pdf

https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/15535/13946/200712