Epicondilite Lateral


Índice

1. O que é Epicondilite Lateral, Cotovelo de Tenista? Quais os tratamentos?
2. O que é epicondilite?
3. O que é epicondilite lateral?
4. O que causa e quais os fatores de risco do cotovelo de tenista
5. Sintomas e quadro clínico da epicondilite lateral
6. Exames diagnósticos para a epicondilite lateral
7. Prevenção da epicondilite lateral
8. Infiltração de corticoide X terapia de ondas de choque
9. Cirurgia da epicondilite lateral
10. Conclusão
11. Referências

1. O que é Epicondilite Lateral, Cotovelo de Tenista? Quais os tratamentos?

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Você sabia que a epicondilite é uma das tendinopatias mais comuns nos membros superiores e a mais comum na região do cotovelo? A epicondilite lateral ainda apresenta incidência maior na população quando comparada a medial. Ela pode ser incapacitante, mas felizmente os avanços relacionados à terapia regenerativa ajudaram a resolver com eficácia esse problema!

Vamos lá?

2. O que é epicondilite?

Epicondilite é o nome dado a doença que afeta a origem dos tendões do cotovelo na região do epicôndilo, semelhante a uma tendinite. A epicondilite lateral e medial são as duas principais causas de dor no cotovelo no consultório de ortopedia.

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3. O que é epicondilite lateral?

Os termos cotovelo de tenista e epicondilite lateral são sinônimos. A epicondilite lateral é uma doença onde ocorre uma degeneração do tendão da musculatura extensora do antebraço, na sua origem no epicôndilo lateral, causando dor no cotovelo que piora ao estender o punho.

É conhecida como cotovelo de tenista, pois foi descrita inicialmente em atletas do esporte, que desenvolviam a lesão pelo “backhand”. Também está relacionada a outras atividades com esforço repetitivo como musculação ou digitação, mas é mais predominante em pessoas sedentárias.

4. O que causa e quais os fatores de risco do cotovelo de tenista

A incidência da epicondilite lateral do cotovelo é maior em indivíduos entre 35 e 50 anos de idade que executam esforço repetitivo e podem ter uma história de trauma banal desencadeante. Semelhante ao cotovelo do golfista, temos como fatores de risco relacionado o tabagismo e a obesidade.

Da mesma forma que em outras tendinites, na fascite plantar e outras doenças do tecido conjuntivo, as epicondilites surgem por um processo degenerativo crônico que evolui à partir de uma inflamação crônica que leva ao enfraquecimento do tecido progressivo. Ela pode iniciar por um trauma inicial na região, uns estiramento ou pelo esforço repetitivo. Desequilíbrios musculares e algumas medicações como os corticoides, podem levar ao enfraquecimento dos tendões da mesma forma.

É uma doença multifatorial, e a identificação da causa da doença é fundamental!

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Exame físico e diagnóstico da Epicondilite Lateral

5. Sintomas e quadro clínico da epicondilite lateral

O cotovelo do tenista apresenta algumas diferenças dos sintomas do cotovelo do golfista. A dor ocorre na parte lateral (externa) do cotovelo, no caso da epicondilite lateral. As doenças apresentam uma origem semelhante, mas diferem na anatomia e sintomas.

Na grande maioria dos casos, os pacientes têm uma dor insidiosa e com piora progressiva, podendo evoluir com limitações. Eventualmente, os pacientes podem apresentar uma dor aguda desencadeante, entretanto é a exceção.

Observamos uma queixa de dor próxima ao epicôndilo lateral (proeminência óssea na parte de fora do cotovelo – aquela “bolinha” nas laterais do cotovelo), dor ao estender o punho e os dedos, edema e, eventualmente, diminuição da força muscular e do movimento.

Ao avaliar um paciente com cotovelo do tenista é necessário diferenciar de outros problemas que causam dor no cotovelo. Dores irradiadas por lesões do manguito rotador, cervicobraquialgias, outras doenças do cotovelo (como síndromes compressivas de nervos periféricos), podem confundir o diagnóstico.

6. Exames diagnósticos para a epicondilite lateral

Os exames utilizados são a ultrassonografia, a ressonância magnética e a radiografia. Este último, é solicitado para avaliar calcificação dos tendões e para descartamos lesões associadas mais graves.

Os exames mais utilizados para o diagnóstico são a ultrassonografia e a ressonância magnética, pois permitem analisar as estruturas moles, como o tendão comprometido. Podemos quantificar o grau da degeneração tendínea, se há apenas edema e inflamação, até a ruptura do mesmo.

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Tratamentos para Cotovelo de Tenista

7. Prevenção da epicondilite lateral

A prevenção ainda é a melhor forma de tratar as doenças e no caso da epicondilite não poderia ser de outra forma. Correção de técnica e gestos esportivos faz-se fundamental tanto na prevenção quanto tratamento. No caso do tênis, a correções do Backhand, realizando-o com as duas mão é uma forma efetiva de evitar o aparecimento da doença.

O hábito de carregar objetos, sacolas de supermercado e pesos com a mão voltada pra baixo é outra forma que pode desencadear a epicondilite lateral, nessas circunstâncias damos preferência para que o paciente realize as atividades com as mão para cima.

Os tratamentos para cotovelo de tenista necessitam de empenho do paciente, pois muitas vezes é uma lesão crônica e a terapêutica costuma ser prolongada. Podemos utilizar antiinflamatório para epicondilite lateral do cotovelo, entretanto muitas vezes não tem a resposta desejada.

O antiinflamatório para epicondilite lateral do cotovelo apenas alivia os sintomas com a duração no organismo e têm efeitos colaterais com uso prolongado. Desta forma, preferimos outras opções terapêuticas como medicações analgésicas, fisioterapia, infiltração e acupuntura para epicondilite lateral.

Existem ainda outras terapias alternativas para epicondilite lateral, ainda em estudo e validação. Entre elas podemos citar as ondas de choque, a infiltração com corticoide e ácido hialurônico.

8. Infiltração de corticoide X terapia de ondas de choque

Assunto mais em evidência atualmente, pois apesar do corticoide proporcionar alivio mais imediato na dor, seu efeito é mais curto podendo agravar a degeneração do tecido. A terapia de ondas de choque para a epicondilite ganhou evidência, pois não é invasiva e apresenta melhores resultados no longo prazo, pois ao contrário do corticoide, estimula a reparação tecidual.

Existem ainda outras terapias minimamente invasivas para a epicondilite lateral, como a infiltração com ácido hialurônico (um tipo específico). A Infiltração com ácido hialurônico é atualmente uma opção boa, quando as outras terapias não funcionam.

Terapia-de-ondas-de-choque-para-epicondilite

9. Cirurgia da epicondilite lateral

A cirurgia clássica é a descrita por Nirchl, nela o tecido degenerado é removido e a musculatura da região é usada para cobrir essa falha. Felizmente, com o advento de técnicas mais modernas e minimamente invasivas, como as comentadas anteriormente, quase nunca a cirurgia é necessária.

10. Conclusão

A epicondilite lateral é uma doença comum e que pode ser incapacitante quando não tratada de forma adequada. Felizmente existe uma série de opções antes de se pensar em cirurgia. Faz-se de extrema necessidade a colaboração do paciente, porque nos casos onde não é feito o seguimento adequado, o resultado é desfavorável. Felizmente esses casos são de exceção.

11. Referências:

-epicondilite lateral

-terapia de ondas de choque e epicondilite lateral

-epicondilite lateral (em inglês)

-terapia de ondas de choque e epicondilite lateral (em inglês)

-onda de choque radial e epicondilite (em inglês)