O rádio o mais curto dos dois ossos do antebraço, sendo o outro a ulna. Ele se estende do cotovelo até o punho, e é um dos ossos longos do corpo.

A Fratura deste osso é bastante comum, sendo a fratura mais frequente de se ocorrer nos membros superiores, principalmente a fratura distal, quando o osso quebra perto do punho.

Em geral a causa dessa fratura é a queda sobre a mão estendida, mas também é comum em quedas de altura e acidentes em geral. A Osteoporose é um fator agravante e faz com que a frequência da fratura no rádio seja mais comum em pessoas com mais de 50 anos.

Sintomas

O principal sintoma é a dor ao movimentar ou tocar o antebraço. Além disso o inchaço e o aparecimento de hematoma ou equimose. Em algumas fraturas também é possível haver alguma deformidade no osso.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através do uso do raio-x que vai confirmar a fratura e também auxiliar a identificação da região do rádio em que ela ocorreu e tabém qual o tipo.

Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de outros exames como a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada, para avaliar se houve também lesões em outros tecidos da área, como tendões, nervos e ligamentos.

Tipos de Fratura

Vamos agora ver quais são os diferentes tipos de fraturas que costumam acontecer no Rádio:

-Fratura de Colles: Uma das fraturas distais do rádio mais comuns, ocorre quando fragmento fraturado do rádio desvia para cima.

-Fratura intra-articular: quando a fratura se estende em direção a articulação do punho.

-Fratura extra-articular: quando a fratura não se estendeemdireção a articulação do punho.

-Fratura cominutiva: quando o osso é quebrado em mais de dois pedaços.

As fraturas também podem ser classificadas como com desvio (como a de Colles), quando um pedaço do osso se “separa” e tem sua posição original desviada, ou sem desvio.

Tratamento

O tratamento que vai ser utilizado vai depender do tipo e gravidade da fratura que ocorreu. A imobilização é a melhor opção para casos onde existe uma fratura estável, sem desvios. Em geral, o paciente fica com o antebraço imobilizado por 6 semanas.

Caso haja algum desvio no osso, é necessário fazer a redução, ou seja colocar o pedaço desviado de volta em sua posição correta. A redução pode ser fechada, ou aberta quando existe a necessidade de incisão.

Em fraturas instáveis, com muito desvio, ou quando o trauma também afetou outros tecidos do antebraço/punho, existe a necessidade de uma cirurgia corretiva.

O método de tratamento cirurgico utilizado, novamente vai depender do tipo de fraura. Existem diversas opções disponíveis para o cirurgião ortopédico, entre elas pode se usar placas, parafusos e pinos para se fazer uma fixação interna da fratura.

Entre as opções de fixação externa temos por exemplo o uso hastes metálicas ou fios de Kirchner. Vale ressaltar que em muitos casos se utilizam tanto as fixações externas quando placas, pinos e parafusos, como por exemplo o Método Ulson que utiliza fixação externa e interna combinadas.

Todos os tratamentos, sejam cirurgicos ou somente imobilização, são acompanhados do uso de analgésico e antinflamatório apra o controle da dor e inchaço nos primeiros dias.

Após o periodo de imobilização, a depender do tipo de fratura, pode ser necessário que o paciente faça algumas sessões de fisioterapia para poder perder a rigidez do punho e voltar as atividades anteriores a fratura.

Terapia por Ondas de Choque é indicada para acelerar a cicatrização em casos ondenão houve consolidação da fratura, em casos de dificuldade de cicatrização como a pseudoatroseassim como problemas decorrentes no material utilizado para a estabilização (placas, pinos, parafusos e hastes).

Conclusão

Se ficou com alguma dúvida, gostaria de fazer alguma sugestão, ou alguma colocação, escreva abaixo nos comentários. Agora, se gostaria de agendar uma consulta, ficarei feliz em poder ajudar.

 Agora se necessita agendar uma consulta, atendo como ortopedista em São Paulo (Itaim Bibi e Higienópolis) e Alphaville (Barueri / Santana de Parnaíba) e por telemedicina.

REFERÊNCIAS:

Tratamento de Fratura Distal do Rádio

Classificação da Fratura do Rádio

Fratura de Rádio Distal