Lesão no menisco: Dúvidas frequentes

Exceto em noticiários esportivos, é raro ouvirmos falar em menisco. E isto acontece porque os atletas são os que correm mais riscos de uma lesão neste pequeno tecido fibrocartilagíneo, cuja principal função é amortecer impactos, o que ocorre com mais frequência e intensidade durante saltos, chutes, corridas…

No entanto, ninguém – incluindo os atletas profissionais, os de fim de semana ou nem um, nem outro – está livre de uma ruptura – a patologia mais recorrente quando o assunto é lesão no menisco. E é aí que o indivíduo, já com o diagnóstico em mãos, pode ficar na incerteza, se perguntando: “será que vou ter que operar?”

Nosso objetivo neste artigo é tirar esta e outras dúvidas, que costumam ser frequentes para quem sente ou já sentiu fortes dores no joelho e suspeita que o problema é no menisco. Caso queira saber mais sobre o menisco, veja nesse artigo.

Confirmada a lesão, cirurgia é a única opção de tratamento?

Se diagnosticado com lesão no menisco, o paciente precisará passar por uma série de testes para que o ortopedista possa definir o tratamento mais adequado. Alguns fatores, como o grau de dor do indivíduo e sua tolerância à amplitude de movimento, deverão ser levados em consideração para o profissional.

O quadro pode ser simples, com pequenas rupturas no menisco e ausência de dor de origem mecânica, com necessidade apenas de repouso, compressa de gelo e medicação com analgésico e anti-inflamatório. Mas em casos mais graves, a cirurgia pode ser, sim, uma alternativa, mas não a única!

Dependendo da gravidade da lesão no menisco e da resposta do paciente, o ortopedista pode optar pelo tratamento conservador, com fisioterapia. Entre os mais comuns, estão aqueles que envolvem movimentos como esticar e dobrar o joelho, caminhar na água, apoiar sobre a perna lesionada com auxílio de muletas, agachar e alongar.

Há também as opções de eletroterapia – com aparelhos de TENS, ultrassom, laser ou micro correntes – e a hidrocinesioterapia, que consiste em atividades realizadas em uma piscina com água morna.

Mas caso o ortopedista opte pela cirurgia, será necessário ainda avaliar outros aspectos para indicar o tipo de intervenção mais apropriado. E aí são duas as opções: a meniscectomia e a sutura meniscal.

A primeira é recomendada para lesões na área mais central do menisco e para pacientes menos ativos. Pode ser total, quando é retirada a maior parte do menisco, ou parcial, que resseca o mínimo do menisco. A primeira opção, entretanto, tem sido pouco utilizada, já que, segundo estudos, pode acarretar uma doença articular degenerativa progressiva.

A meniscectomia é realizada com anestesia local e através de artroscopia, técnica pouco invasiva que consiste em dois pequenos cortes pelos são inseridas uma câmera cilíndrica e uma lâmina oscilatória, que corta e aspira o fragmento.

Já a sutura meniscal pode ser realizada através de diferentes técnicas, que dependem da localização da lesão. As opções são as seguintes: a própria artroscopia, que vai de dentro para fora; o procedimento de fora para dentro; o procedimento aberto, realizado após o exame artroscópico do joelho; e o intra-articular, conhecido como all-inside.

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Qual é o tempo médio de recuperação?

No caso do tratamento com fisioterapia, a recuperação vai depender de uma série de fatores, como estado de saúde geral do paciente e regularidade na realização dos exercícios. Mas o tempo estimado fica entre dois e quatro meses para que os primeiros resultados sejam notados. Já o processo completo fica em torno de seis meses.

Já no pós-operatório para casos de lesão no menisco, alguns pontos são considerados, como idade do paciente, força muscular, tipo de patologia e procedimento escolhido.

No caso da meniscectomia, se o menisco operado for o medial, duas ou três semanas podem ser suficientes – se a cirurgia for no menisco lateral, este período pode ser maior por causa da grande inervação do tecido e da cicatrização mais lenta.

Quanto à sutura, o período de recuperação chega a quatro a seis meses, com as 06 primeiras semanas, com limitação da mobilidade e restrição de carga na perna operada, período no qual é indispensável o uso de muletas.

Quando posso retomar as práticas esportivas?

A resposta para a pergunta acima é a seguinte: vai depender da intensidade da lesão no menisco e tipo de tratamento escolhido.

Se o diagnóstico for de um distúrbio leve, que provoca pouca ou nenhuma dor e exige apenas repouso, gelo e medicação, o retorno ao esporte pode acontecer em alguns dias.

Em quadros de lesão moderada, aqueles em que a dor vai de leve a mais forte de acordo com os movimentos realizados, com necessidade até de exercícios fisioterápicos em alguns casos, práticas esportivas com muito impacto devem ser evitadas. Entre elas, longas caminhadas, corrida, futebol e lutas. A recomendação deve persistir, pelo menos, até o fim do acompanhamento médico.

Por fim, se a lesão for mais grave, com dores mais intensas e necessidade de intervenção cirúrgica, a orientação é para que o paciente não volte às atividades físicas até que o médico o libere. Disfunções deste nível podem causar um afastamento dos esportes de semanas ou até meses.

Conclusão

O menisco é um tecido fibrocartilagíneo, de formato semicircular localizado no centro do joelho, entre o fêmur (osso da coxa) e a tíbia (osso popularmente conhecido como canela).  Sua principal função é amortecer os impactos sofridos pela articulação, principalmente durante atividades físicas – mas também em movimentos cotidianos.

Em casos de muita intensidade destes movimentos – e também com o passar dos anos – o menisco pode sofrer com lesões, sendo a ruptura a mais comum. Para o tratamento, o ortopedista leva em consideração uma série de fatores antes de definir o mais indicado: conservador ou cirúrgico.

A primeira opção consiste em exercícios de fisioterapia que envolvem movimentos como esticar e dobrar o joelho, caminhar na água, apoiar sobre a perna lesionada com auxílio de muletas, agachar e alongar.

Já no caso da cirurgia, há duas técnicas que vêm sendo bastante difundidas entre especialistas: a meniscectomia e a sutura meniscal. A escolha é feita a partir da análise de aspectos como a idade e a profissão do paciente e o foco da lesão. Por fim, a recuperação e o retorno às atividades físicas vão depender de diferentes aspectos. Principalmente, da gravidade da lesão.

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Referências (em inglês):

-Lesão no Menisco

-Tratamentos para lesão do Menisco

-Importância do Tratamento precoce das lesões meniscais