
Tendinopatias: O que são, diagnóstico e principais tratamentos
As tendinopatias são dolorosas doenças que atingem o tendão e podem ocorrer em diversas partes do corpo, seja quadril, joelho, ombro, cotovelo, pé ou mão.
Neste artigo, baseado no meu vídeo no YouTube, eu explico em detalhes a forma correta de usar os principiais remédios para tratar as tendinites, fascite, bursites e epicondilites.
O que é tendinopatia?
Tendinopatia é o nome médico dado às doenças que afetam o tendão devido a lesões, inflamação ou sobrecarga.
As principais tendinopatias são:
- Tendinites (inflamação nos tendões);
- Fascite (inflamação da fáscia);
- Bursites (inflamações das bolsas sinovais);
- Epicondilites (lesões nos tendões do cotovelo).
Com exceção da bursite, todas as outras condições são parecidas: o tipo de tecido do tendão, da fascia e do epicôndilo são praticamente iguais, o nome é diferente por conta da região e formato.
Já a bursa, que leva à bursite, é uma bolsa fina que têm líquido dentro e serve para diminuir o atrito no corpo entre os tendões e os ossos. É comum o paciente ter a bursite quando tem uma tendinite.
Qual a diferença entre a tendinopatia, tendinose e a tendinite?
Enquanto a tendinopatia é o termo que significa “doença do tendão”, a tendinite tem característica mais e inflamatória. Quando é crônica, a condição que afeta os tendões se chama tendinose e apresenta uma característica de degeneração, ou seja, desgaste.

Quando a tendinopatia se torna tendinose?
A inflamação não é totalmente ruim para o corpo, ela existe para estimular a cicatrização. Algumas células tiram o tecido velho, degenerado e machucado, outras estimulam a formação de tecido novo sadio.
Se o paciente não trata direito a inflamação contínua, as células que retiram o tecido velho começam a destruir o tecido que não apresenta problema, esse processo contínuo leva ao enfraquecimento e degeneração do tendão, sendo a causa da tendinose.
O tendão degenerado pode ficar fraco e dolorido, em alguns casos pode acontecer até rompimento. Em outros casos, a inflamação aguda passa, mas a degeneração continua causando dor.
É importante salientar ao paciente com uma tendinite crônica, ou seja, com maior degeneração do tendão, não é indicado ingerir anti-inflamatório constantemente, o que pode não resultar na melhorar da dor e gerar agressão ao estomago e rins.
Então, para iniciar o tratamento adequado, o paciente com tendinite crônica precisa buscar um ortopedista especialista em joelho o mais rápido possível.
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Como os movimentos podem resultar em tendinopatias?
Em pacientes que fazem movimentos contínuos errados, repetitivos, por muito tempo, e a dor persiste ou, mesmo em casos sem dores aparentes, a degeneração e enfraquecimento dos tendões pode estar presente e adormecida, piorando aos poucos o tecido do tendão ou da fáscia.
O paciente pode sentir o aparecimento da dor repentinamente, em um provável rompimento de fibras, gerando uma inflamação.
Quando é uma tendinite aguda, o paciente pode não ter apresentado nenhum sintoma, algum movimento errado ou repetitivo, podendo aparecer na forma de inflamação, com inchaço, calor e vermelhidão.
O uso de medicamentos para o tratamento da tendinopatias, fascite e bursite aguda
Para o tratamento das tendinopatias, fascite e bursite aguda, o paciente pode fazer o uso de alguns medicamentos de acordo com cada dor, veja abaixo:
Dor aguda nas tendinopatias
Para melhorar a dor aguda, o paciente pode utilizar um anti-inflamatório com corticoide, como o diprospan ou decadron. Indica-se ainda medicamentos como profenid e voltarem em alguns casos.
Recomenda-se o uso de pomadas anti-inflamatórias principalmente se a região da dor for superficial, no pé, mão e joelho.
Tendinite crônica com agudização
Quando é uma tendinite crônica e o paciente tem uma agudização do problema, ou seja, a dor é fraca, se tornando mais forte de repente, é possível usar os anti-inflamatórios para a fase aguda, mas não é eficaz para a dor crônica.
Dores fracas e crônicas
Quando a dor é mais fraca e crônica, dura semanas ou meses, o uso de anti-inflamatório não ajuda. Para estes casos, o mais recomendado é usar analgésicos e relaxantes musculares que ajudam a diminuir a dor e podem ser usados por mais vezes com segurança, sem apresentar risco a saúde.
Os remédios, principalmente os relaxantes musculares, são indicados para os quadros agudos da tendinite, fascite etc., diminuindo a contração muscular, aliviando a dor.
É necessário entender que o tendão nada mais é que a continuação do musculo até o osso.
Os remédios adjuvantes para dor crônica, como a amitriptilina, pregabalina e a duloxetina, ajudam a controlar a sensibilização da dor no nosso sistema nervoso.
Para saber mais sobre medicamentos para cada tipo de dor, leia também estes artigos:
- Dores crônicas: Saiba como parar de tomar remédios para a condição
- Tipos de remédios usados para dor aguda
Quando indica-se o uso anti-inflamatório para tendinites crônicas ou tendinoses?
Para tendinites crônicas ou tendinoses, é recomendado o uso de anti-inflamatórios locais ou fitoterápicos.
Na fase crônica desses pacientes, o objetivo do remédio é diminuir a dor para conseguir fazer todo o processo de reabilitação, fortalecimento muscular, fisioterapia, entre outros tratamentos alternativos.
Outra opção de tratamento alternativo é a terapia com gelo ou calor. Para isso, é fundamental saber fazer o uso correto das compressas de calor e frio, para obter melhores benefícios no tratamento da dor. Se você quiser saber mais, veja também este vídeo.
Pacientes com dores inflamatórias podem usar anti-inflamatório?
Depende.
Se o paciente está com uma dor inflamatória, mas essa dor não é intensa, é possível receitar um anti-inflamatório tópico, como pomada, creme, gel ou emplastro (adesivo). Nesses casos, recomenda-se o uso de pomada de diclofenaco, como cataflam, o emplastro de loxoprofeno. Outros fitoterápicos, como arnica e o harpagophytum (garra do diabo), também podem ser indicados.

O harpagophytum tem eficácia e segurança comprovada, sendo produzido por laboratórios e podendo ser encontrado em farmácias. O fitoterápico tem ação mais rápida no alívio da dor, mas não indica-se seu uso por períodos longos.
E se a dor do paciente atingir mais de uma região do corpo?
Se o paciente sente dores em diferentes partes do corpo, usa-se, em alguns casos, anti-inflamatórios orais fitoterápicos como curcumina, uma substância que vem da cúrcuma longa e o harpagophytum.
A curcumina tem efeito anti-inflamatório e antioxidante. Portando, é ideal para pacientes que apresentam tendinite crônica e pode usada sem restrições por idoso e atletas, tendo benefícios para a dor muscular tardia.
Já a arnica apresenta evidências científicas no alívio da inflamação e da dor, sendo assim, recomenda-se para o uso em pacientes com os sintomas.
É importante salientar que o uso desses medicamentos pode demorar um período maior para surtir efeito, então indica-se que o paciente inicie o tratamento com outros medicamentos também.
As medicações injetáveis são benéficas para a infiltração nas tendinites?
Em alguns casos, sim.
Existem dois principais tipos de infiltração: a com corticoide e a com ácido hialurônico.
A infiltração com corticoide auxilia na diminuição da dor e na inflamação e tem um maior efeito comprovado para o controle dos sintomas da dor. Porém, o excesso de corticoide pode atrofiar e levar à mais degeneração do tendão, não sendo indicado inicialmente.
Já a infiltração com ácido hialurônico pode melhorar a condição do tecido, auxiliando na cicatrização, mas o nível de evidência científica desse procedimento é baixo. Existem poucos estudos feitos acerca do ácido hialurônico com peso molecular mais baixo, diferente do usado na artrose e condropatias.
Qual o melhor tratamento para as tendinopatias?
Para as tendinopatias, fascites, bursites e epicondilites crônicas, o mais importante é corrigir o problema mecânico que desencadeou o aparecimento da condição. Recomenda-se a usar métodos que estimulem a cicatrização ou regeneração do tecido machucado.
Para tratar o fator inicial das tendinopatias, o paciente pode: corrigir postura e movimento, além de focar no fortalecimento e alongamento muscular. Entretanto, para estimular a cicatrização e regeneração existem outros tratamentos com ondas de choque.
Para saber mais sobre o tratamento com ondas de choque, veja este vídeo.

Na fase aguda é preferencial o uso de remédios mais fortes, incluindo anti-inflamatórios, para que o paciente melhore a crise e consiga fazer outros tratamentos, como uma reabilitação adequada.
Na fase crônica, recomenda-se o uso de medicamentos para a manutenção, pois eles apresentam menos efeitos colaterais para o corpo e previne possíveis crises.
O essencial é buscar ajuda médica para fazer o diagnóstico da doença e indicar o melhor tratamento.
Se você está buscando compreender melhor as tendinopatias e as formas mais eficazes de tratar condições como tendinites, fascite, bursites e epicondilites, convido você acompanhar o meu canal do YouTube. Nele, eu explico com mais profundidade a utilização correta dos principais remédios e abordo estratégias de tratamento que podem aliviar significativamente o desconforto associado a estas condições.
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Sou o Dr. Oliver Ulson, médico ortopedista, especialista no tratamento de tendinopatias, bursites, tendinites, epicondilites e fascites. Marque uma consulta para avaliação, diagnóstico e definição do melhor tratamento para a sua tendinopatia.



