Terapia de ondas de choque para fascite plantar

Quando uma pessoa caminha, corre ou pousa após um salto, ela está impactando com todo o peso do seu corpo a fáscia plantar.

Assim é chamada a membrana de tecido conjuntivo fibroso (de pouca elasticidade) que recobre toda a musculatura da sola do pé, desde o calcâneo, osso que dá forma ao calcanhar, até a base dos dedos.

corrida

Fascite Plantar

Diante de tamanha sobrecarga, já que estes são movimentos corriqueiros no dia-a-dia de qualquer um, não raro esta membrana sofre com lesões – sobretudo no caso dos atletas, que realizam tais atividades com muito mais intensidade em suas modalidades esportivas.

Entre estas disfunções, uma bastante comum é a fascite plantar, como é conhecida a inflamação ou degeneração da fáscia plantar, que pode provocar inchaço, queimação e dores na sola do pé, mais precisamente na face interna do calcanhar.

Estes sintomas surgem, principalmente, quando a pessoa acometida – na maioria dos casos, homens entre os 40 e 70 anos de idade – dá os primeiros passos do dia, sobe escadas ou pratica atividades físicas intensas.

Para o tratamento da disfunção – que pode ter outras causas, como obesidade, anormalidades nos pés (cavos ou planos) e idade avançada – são indicados diferentes métodos.

Entre eles, o uso de palmilhas sob medida, ingestão de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, compressa de gelo, exercícios de fisioterapia e acupuntura.

Outro caminho é a Terapia com Ondas de Choque, que – desde que começou a ser difundida no Brasil no início do século XXI – vem sendo cada vez mais recomendada por ortopedistas.

E é exatamente sobre a TOC, como também é conhecida a técnica, que vamos falar mais abaixo.

Terapia com Ondas de Choques

Os especialistas apontam, basicamente, três grandes vantagens oferecidas pela Terapia com Ondas de Choque.

Geralmente indicada quando as outras opções de tratamento não surtiram efeito – principalmente, em casos crônicos, com mais de seis meses de sintomas – a técnica apresenta um alto índice de eficácia na cura da fascite plantar.

Em média, cerca de 10% dos indivíduos diagnosticados com a inflamação são encaminhados para a TOC. Destes, mais de 90% alcançam resultados satisfatórios.

fascia plantar

Outro ponto positivo é a segurança oferecida pela Terapia com Ondas de Choque, pois com ela, é possível alcançar tais resultados sem a necessidade de se recorrer a métodos invasivos, como infiltrações, uso de aparelhos de radiofrequência e cirurgias – além do fato de reduzir os efeitos colaterais de medicamentos e os gastos muitas vezes elevado na farmácia.

Por fim, mais uma condição interessante ofertada pela Terapia com Ondas de Choque é a evolução no quadro de fascite plantar, que pode ser notada em prazos mais curtos.

O número de sessões pode ficar entre três e seis, mas a partir da segunda, já é possível para o paciente perceber uma redução nos sintomas. Mas, afinal, como é realizado, de fato, este tratamento?

Tratamento

Primeiramente, é necessário que o paciente compreenda que apesar do nome, a Terapia com Ondas de Choque não dá choque na sola do pé.

Trata-se apenas da emissão de ondas de ultrassom mais potentes através de um aplicador acoplado na região acometida – ao todo, existem três diferentes formas de geração de ondas de choque: eletromagnética, eletro-hidráulica e piezoelétrica.

Com o auxílio de uma aplicação de gel na fáscia plantar – o que permite as ondas de choque agirem com mais eficiência – o aplicador vai atuar a fim de conter a inflamação – a partir da liberação de radicais livres e óxido nítrico – e estimular a regeneração tecidual – aumentando a neovascularização e a angiogênese (formação de vasos sanguíneos e tecido colágeno).

Em aproximadamente 20 minutos, as sessões são realizadas no consultório pelo próprio médico – desde que esteja habilitado para operar tal técnica – e são praticamente indolores.

Na maioria dos casos, não é necessária anestesia local – a aplicação é indicada somente para pacientes com dores intensas na região.

tratamento para dor no pé

Já o intervalo entre uma sessão e outra é de 07 a 15 dias, sendo recomendado o repouso parcial, sem a prática de atividades físicas com intensidade.

É importante reforçar que o tratamento por ondas de choque e os exercícios de fisioterapia e alongamentos são complementares, pois na medida que as ondas de choque vão estimular a regeneração tecidual, os exercícios e alongamentos vão corrigir os problemas biomecânicos que ocasionaram o aparecimento da fascite.

Como vemos, a terapia de ondas de choque, veio para complementar o arsenal terapêutico do ortopedista, conseguindo solucionar a doenças mesmo em casos mais graves, reduzindo drasticamente a necessidade de procedimentos invasivos para a fascite plantar e esporão calcâneo.

Espero que tenha lhe ajudado a entender um pouco mais sobre a TOC e sua relação com a fascite plantar.

Se ficou com alguma dúvida, gostaria de fazer alguma sugestão, ou alguma colocação, escreva abaixo nos comentários. Agora, se gostaria de agendar uma consulta, ficarei feliz em poder ajudar.

Ficarei feliz em poder lhe ajudar. Agora se necessita de agendar uma consulta, atendo como ortopedista em São Paulo (Itaim Bibi e Higienópolis) e Alphaville (Barueri / Santana de Parnaíba) e por telemedicina.

Referências:

-Uso de Terapia de Ondas de choque para Fascite Plantar (em inglês)

-Tratamento para Fasciopatia Crônica (em inglês)

-Estudo comparativo para tratamentos de Fascite Plantar (em inglês)

-Eficácia da aplicação da terapia de ondas de choques na fascite plantar

Sociedade Internacional do Tratamento de Ondas de Choque