Medicamentos para dor aguda

Tipos de remédios usados para dor aguda

Crise de torcicolo, dor nas costas, gastrite, dor e inflamação aguda por traumas, luxação do polegar e fratura na mão e tendinite são algumas das formas que a dor aguda se apresenta. Porém, uma dor aguda não tratada por um longo período, torna-se uma dor crônica de difícil tratamento.

Neste artigo, baseado no meu vídeo do YouTube, vou explicar o tratamento para a dor aguda com remédios.

Qual a diferença no tratamento para a dor aguda em diferentes locais do corpo?

Em alguns casos, o tratamento é gradativo e sem ajuda de medicamentos, principalmente nas articulações, onde é frequente o aparecimento após algum esforço, mas sem trauma algum.

Porém, em uma contratura muscular, o relaxante muscular vai fazer o papel ideal, no caso de uma batida ou torção, pode não ter o resultado desejado. Sendo assim, para o paciente com uma fascite no pé, uma tendinite no ombro ou quadril, recomenda-se o mesmo medicamento, podendo apresentar o mesmo efeito. 

Caso o paciente esteja sentindo dor nas costas, pode ser uma inflamação muscular, mas o diagnóstico correto evidencia o tratamento ideal.

Contudo, recomenda-se procurar um médico, para investigar a causa da dor e optar pela melhor forma de tratamento.  

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Antibióticos são indicados para dor aguda?

Não.

Indica-se antibióticos para matar bactérias e outros micróbios, não tem efeito anti-inflamatório, medicamentos como amoxicilina e cefalexina podem não funcionar para o tratamento de dor nas costas ou dor no joelho. 

Na amidalite, comprova-se o uso para a eliminação da bactéria presente nesses casos, resolvendo a infecção, sendo assim, melhora a inflamação e dor.

Analgésicos são indicados para o tratamento da dor aguda?

Sim.

Recomenda-se os analgésicos para a dor aguda e tem a venda liberada, como a dipirona, o paracetamol e o ibuprofeno. Apresentados com os nomes comerciais de:

  • Lisador;
  • Novalgina;
  • Dorflex;
  • Tylenol;
  • Buscopam;
  • Alivium.

O Lisador, o Dorflex e o Buscopam, compostos da Dipirona, juntamente com outros remédios. O Ibuprofeno, apresentado como Alivium, tem efeito analgésico em dose baixa e efeito anti-inflamatório em dose mais alta, presente em duas categorias. 

Contudo, o medicamento é liberado, indica-se o uso de forma tolerada, pois não é preciso receita médica para obter o medicamento nas farmácias.

Os analgésicos são utilizados para dor leve e moderada, associando-se com outros remédios para dor, moderada ou forte. Mas como os mecanismos de ação de cada paciente são diferentes, alguns conseguem melhorar a analgesia sem a necessidade de remédios tão fortes. 

No caso de pacientes sem contraindicações, os analgésicos ingeridos por um período maior, auxiliam em diversos tipos de dor: dores nas costas, torcicolo, dor de cabeça, artrose, tendinite e bursite, fascite, traumas e outros. 

Dessa forma, os pacientes que treinam, não atrapalha a recuperação muscular nem a performance do treino. Para os idosos, os analgésicos são os medicamentos mais indicados do que os anti-inflamatórios.

Para saber mais sobre os medicamentos para dores agudas, veja essa lista de reprodução no meu canal.

Medicamentos para dor aguda

Quando usar os anti-inflamatórios não esteroidais?

Os anti-inflamatórios são eficazes para a dor principalmente quando a causa é inflamatória. A vantagem em relação aos analgésicos, é a forma que ajudam na recuperação mais rápida, já que, além do auxílio na diminuição da dor, têm benefícios para inflamação. 

Atualmente existem três tipos de anti-inflamatórios não esteroidais, sendo eles: Os anti-inflamatórios não esteroidais não seletivos da COX, os seletivos da COX 2 e os compostos.

A COX é uma classe de enzimas que atuam na inflamação e outras funções do corpo, como o estômago, rins e vasos sanguíneos. Os anti-inflamatórios não seletivos da COX, além de diminuir a inflamação, tiram a proteção do estômago, podendo causar gastrite. São eles:

  • Diclofenaco (voltarem, cataflan);
  • Cetoprofeno (trofenid, meloxicam);
  • Nimesulida.

Sobretudo, os seletivos da COX 2, como o arcoxia e o celebra, não prejudicam o estômago, mas para os pacientes que tem predisposição, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, por isso, são remédios controlados. 

Dessa forma, o uso do anti-inflamatório é prescrito de 3 a 7 dias e em média 5 dias, para o controle da dor e inflamação. 

Portanto, se o paciente apresentar dor aguda de tendinite, bursite, torceu o tornozelo, lombar inflamada, entre outros casos similares, recomenda-se junto ou isolado os anti-inflamatórios. 

Não recomendamos os anti-inflamatórios para a recuperação muscular em pacientes que treinam e na cicatrização do músculo quando tem uma ruptura, nos três primeiros dias. Porém não indica-se para os pacientes com problemas nos rins, idosos, pacientes com diabetes, pressão alta e gastrite ou doença cardiovascular.

Os compostos com anti-inflamatórios são remédios onde geralmente contém diclofenaco na fórmula, junto com analgésicos e relaxantes musculares. Os mais conhecidos são:

  • Tandrilax;
  • Infralax;
  • Mioflex A;

Outros medicamentos anti-inflamatórios

Anti-inflamatórios locais: Os emplastros (adesivo), como o loxoprofeno, apresenta-se efeito potente no local e pouca absorção pelo organismo, até 24h de uso. Os demais medicamentos de aplicação local, como as pomadas, cremes e géis, apresentam menos efeitos colaterais no organismo, dependendo da profundidade da dor. 

A pricípio o emplastro de lidocaína (toperma) é um anestésico mais forte que ajuda na dor com maior intensidade. 

Anti-inflamatórios fitoterápicos: Recomendamos os anti-inflamatórios fitoterápicos para os pacientes, mas em caso de crise aguda, podem demorar para obter o efeito desejado. Alguns exemplos de fitoterápicos são a cúrcuma, garra do diabo etc.

Anti-inflamatórios esteroidais: Recomenda-se os anti-inflamatórios esteroidais, como os corticoides. Os mais recomendados para crise aguda na ortopedia são a dexametasona e a betametasona, que contém mais efeito anti-inflamatório e duração mais longa.

  • Dexametasona (decadron, dexa-citoneurin): A aplicação é na veia em conjunto com outros remédios, injeção intramuscular ou ainda via oral, sendo a maior vantagem.

Ainda assim, o dexa-citoneurin, que contém complexo B, indica-se para pacientes com alguma inflamação no nervo, como a ciática. 

  • Betametasona (diprospan, betatrinta): Tem um efeito anti-inflamatório 6 vezes maior que a prednisona e efeito de retenção de sal e água muito mais baixos que os outros.

A betametasona, apresenta-se no diprospan, consumida via intramuscular e em pomada, mas geralmente o uso da pomada é dermatológico. 

Além disso, a injeção da betametasona tem efeito anti-inflamatório forte na crise, como dor na coluna ou ciática mais forte. Nesses casos, os pacientes não precisam necessariamente continuar tomando anti-inflamatório depois, o efeito tem duração de algumas semanas. 

Portanto, a corticoide não é vitamina e não deve ser ingerido sem prescrição médica, dessa forma, não recomenda-se para todos os pacientes.

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Os relaxantes musculares são indicados para o tratamento da dor aguda?

Depende.

Os relaxantes musculares têm grandes benefícios para a dor aguda, principalmente em relação com contratura e espasmo musculares.  

Apesar de beneficiar o relaxamento do músculo, não recomenda-se os relaxantes musculares para casos de pacientes com dores articulares, como artrites e artroses. 

Comum nos problemas da coluna, como torcicolo, lombalgia, dorsalgia, fibromialgia, tendinites, dores miofasciais e em lesões musculares, indica-se os relaxantes musculares para dor aguda:

  • Ciclobenzaprina (miosan ou musculare);
  • Tiocochicosídeo (coltrax);
  • Baclofeno;
  • Sirdalud.  

Além das associações com carisosprodol, como o tandrilax e o infralax. Assim como a orfenadrina, presente no dorflex. 

A ciclobenzaprina é o relaxante muscular mais indicadamos para a dor aguda. A compra pode ser feita sem uma receita médica, indica-se pois é seguro para o organismo, mas em alguns pacientes causa sono como efeito colateral. 

O baclofeno e o sirdalud, que é a tizanidina, apresenta menos sono como efeito colateral que a ciclobenzaprina. Além disso, a tizanidina ainda tem efeito analgésico, sendo muito indicado para dores na coluna. 

O coltrax era indicado para pronto-socorro, em contraturas mais fortes, injetável intramuscular, com menos sonolência que o miosan, mas, segundo estudo, o medicamento causa risco para hepatite medicamentosa quando ingerido com outros medicamentos. Sendo assim, recomenda-se o uso desse medicamento sem outros em conjunto.

Contudo, é possível usar o coltrax junto com emplastros de anti-inflamatórios, sem restrições.

O uso dos opioides para tratar a dor aguda

Os opioides são importantes para o controle da dor aguda e prevenção da dor crônica, os principais medicamentos dessa classe indicados para o tratamento da dor aguda são:

  • Codeína;
  • Tramadol;
  • Morfina;
  • Oxicodona. 

No Brasil, o opioide mais usado é a codeína, presente no paco e tylex, o tramadol é o princípio ativo do tramal. Esses dois medicamentos são opioides fracos, já a morfina e a oxicodona são opioides fortes. 

A codeína é transformada em morfina por uma enzima. Cerca de 10% dos pacientes não apresentam essa enzima, sendo assim, algumas pessoas não sentem efeito ao usar esse medicamento, indica-se o uso de tramadol.

Contudo, os pacientes que não metabolizam com o tramadol, recoemdna-se o uso da codeína ou morfina. 

O tramal e a morfina são inseridas na veia, recomenda-se para crises agudas no pronto-socorro. Na aplicação, é necessário que o responsável tenha cuidado, o paciente sente enjoo se a medicação aplicada de forma rápida na veia. Porém, esses remédios são em versão oral, pela boca. 

Cada paciente apresenta intensidade da dor de forma individual, assim também funcionam com os efeitos colaterais. Portanto, em cada medicamento o efeito colateral dependerá das individualidades do paciente, o que torna necessário que haja uma prescrição por um médico para o uso.

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O cuidado com a dor intensa

O controle adequado da dor intensa é fundamental para que a dor aguda não vire crônica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza uma escala de dor para indicar a analgesia com remédios, veja abaixo:

Controle da dor aguda
  • Dor leve: Se o paciente apresenta uma dor leve, recomenda-se usar primeiro analgésicos comuns, relaxantes musculares e anti-inflamatórios. 

Os anti-inflamatórios comuns ou fitoterápicos, como diclofenaco, loxoprofeno, arnica e garra do diabo, recomendamos para dores mais leves.

  • Dor moderada: Caso o paciente esteja com uma dor moderada, indica-se atrelar os medicamentos para dor leve junto a um opioide fraco, como a codeína ou o tramadol. 
  • Dor intensa: Para dores intensas, recomenda-se os remédios para dor fraca em conjunto com opioide fraco e opioide forte, como a morfina ou a oxicodona. 

O uso desses medicamentos precisa-se prescrição médica e adquiridos com receita, seu uso constante pode causar dependência ao paciente.

Medicamentos adjuvantes indicados para a dor aguda

Os medicamentos adjuvantes, antidepressivos e gabapentinóides, como a amitriptilina, duloxetina, pregabalina, demoram em média duas semanas para começar a fazer efeito, o que não é indicado para a fase aguda. 

Neste caso, estas classes de medicamentos adjuvantes têm um efeito maior no tratamento da dor crônica. Caso queira saber mais sobre quando recomendamos, leia também este artigo.

No meu canal do YouTube, você encontra diversos vídeos sobre cuidados que o paciente deve ter com dores crônicas, agudas, no nervo ciático, entre outros tipos. Não esqueça de conferir!

Dessa forma, é fundamental procurar um médico especialista em dores para identificar o caso de dor aguda corretamente e iniciar os cuidados o quanto antes.

Eu sou o Dr. Oliver Ulson, médico ortopedista e especialista no tratamento de dores agudas. Estou à disposição para te ajudar com o melhor diagnóstico e tratamento para eliminar suas dores!