Artrose: tratamentos minimamente invasivos

Com o tanto que exigimos de nossos joelhos, não é de espantar que eles sejam grandes alvos de lesão. E a maioria delas, como tendinites e rupturas, é causada por grande esforço ou alta repetição de movimentos – por exemplo, subir e descer escadas, agachar e afins.

A exceção é a artrose, que não é desencadeada pelos excessos nas atividades cotidianas, mas, sim, pelo desgaste da cartilagem e outras estruturas da articulação, que constuma aparecer por conta da idade, mas também pode ser agravados por conta de sedentarismo e obesidade.

Trata-se de uma patologia crônica que progride com o avanço da idade, e, portanto, exige atenção. Não há um tratamento que, comprovadamente, cure um quadro de artrose no joelho, mas ela pode ser controlada com diferentes métodos.

Para os quadros mais leves, são recomendados medicamentos, exercícios de fortalecimento e fisioterapia, enquanto que para os mais graves, podem ser indicadas as cirurgias.

Já para os quadros considerados intermediários, um bom caminho são os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos. Mais abaixo, vamos conhecer um pouco mais sobre eles e detalhar como funcionam estas opções de cirurgia.

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Tratamentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos

Quando o quadro de artrose no joelho do paciente já não é avaliado como inicial, e tratamentos mais conservadores não surtiram efeito, é preciso recorrer a outras alternativas. Entre elas, estão procedimentos que, mesmo sendo minimamente invasivos, podem se mostrar eficazes, alcançando resultados satisfatórios. Vamos destrinchá-los mais abaixo:

– Radiofrequência resfriada: realizada com a ajuda de um ultrassom ou uma radioscopia (câmera acoplada a um aparelho de raio x), permite ao médico identificar com precisão o local exato do nervo. Seu objetivo é bloquear a dor, ou seja, interromper que sinais de dor sejam transmitidos para o cérebro. A técnica utiliza corrente elétrica para emitir calor e inativar os nervos geniculares, que se encontram no entorno do joelho.

bloqueio anestésico radiofrequencia

Artroscopia: a partir de dois pequenos furos realizados no joelho, uma microcâmera e instrumentos específicos são introduzidos na articulação. A partir daí, é realizada uma limpeza articular para remoção do tecido comprometido. É mais indicada para pacientes que não sofram com desvio de eixo, e que não tenham idade avançada.

Portais Da Artroscopia Do Joelho

Portais da artroscopia do joelho

–  Subcondroplastia: infusão de fosfato tricácico para reforço da região mais comprometida do osso afetado pela artrose. É uma técnica que vem sendo usada há pouco tempo no Brasil e que é mais indicada para pacientes com edema significativo e fratura do osso subcondral (osso abaixo da cartilagem), geralmente com o distúrbio em um só ponto da articulação – quadros que são conhecidos como mono-compartimentais. É mais indicada para indivíduos que já tenham sido submetidos à retirada de meniscos ou parte deles.

subcondroplastia no joelho

Aqui eu faço uma observação, a minha técnica de preferência e mais indicada é a radiofrequência, pois preserva as estruturas do joelho. A artroscopia em pacientes com artrose indico em casos selecionados, pois sabemos que a necessidade de artroplastia do joelho nesses pacientes é aumentada. Já a subcondroplastia, tem como alternativa a terapia de ondas de choque que, quando bem indicada, estimula a consolidação desse osso, sem a necessidade de intervenção cirúrgica.

Conclusão

O joelho é uma articulação bastante exigida no nosso dia-a-dia, sofrendo, muitas vezes, com elevadas sobrecargas e movimentos repetitivos, como caminhar, correr, agachar e subir e descer escadas. Por isto mesmo, acaba se mostrando vulnerável a lesões. Porém, uma patologia seríssima, que pode comprometer consideravelmente a articulação, não é causada por este tipo de esforço. Trata-se da artrose.

Esta é uma disfunção desencadeada pelo desgaste da cartilagem do joelho, que surge por volta dos 45 anos e tende e progredir irreversivelmente. Ou seja, não tem cura. O avanço da idade é o principal fator de risco, mas não é o único. O sobrepeso, por exemplo, pode antecipar o problema para a faixa dos 30 anos.

O sintoma mais recorrente da artrose no joelho é a dor, que pode variar de intensidade de acordo com a gravidade do quadro. Outros sinais são inchaço e rigidez na região; enfraquecimento e atrofia dos músculos da coxa; e limitação de movimentos.

Mas, apesar da seriedade da patologia, são diversos os tratamentos para artrose no joelho. Para os quadros considerados intermediários, por exemplo, uma boa opção são as cirurgias minimamente invasivas, que provocam pouco sofrimento e são consideradas eficazes. As principais técnicas são artroscopia, subcondroplastia e radiofrequência resfriada.

Espero que tenha lhe ajudado a entender mais sobre o assunto e as diversas formas de tratamento para a artrose do joelho. Agora, se você precisa de atendimento, ficarei feliz em poder ajudar. Atendo em São Paulo na região do Itaim Bibi / Jardins, Higienópolis e em Alphaville, na Grande São Paulo.

Referências Bibliográficas (em inglês):

-Os diferentes estágios de Artrose no Joelho e seus Tratamentos

-Tratamentos para Artrose

-Tratamentos Cirurgicos para Artrose no Joelho

Sociedade Internacional do Tratamento de Ondas de Choque